São Paulo bate o Inter e assume a liderança do Brasileirão

Jason vence por 1 a 0 com um gol do atacante Washington; Colorado cai para a quarta colocação

Washington comemora o gol que deu a vitória ao Tricolor (Crédito: Tom Dib)

FABRICIO CREPALDI

Washington comemora o gol que deu a vitória ao Tricolor

Após 17 rodadas, o Campeonato Brasileiro tem um novo líder. Na noite desta quarta-feira, o São Paulo venceu o Internacional por 1 a 0, no Morumbi, chegou a 55 pontos, passou o Palmeiras e alcançou a liderança da competição. Já o Colorado permanece com 52 e caiu para o quarto lugar.

Agora, o Tricolor terá que torcer para derrota do rival Verdão, que nesta quinta-feira pegará o Goiás, no Palestra Itália. Caso isso aconteça, os Sampa ainda terá que secar o Atlético-MG, que não pode derrotar o Fluminense, no Maracanã.

Como já era de se esperar, a partida – que opunha dois postulantes ao título – começou muito disputada no meio-de-campo e as equipes pouco chegavam ao gol adversário. O São Paulo pressionava a saída de bola do Colorado mas errava muitos passes. Já o Inter dominava as ações da partida.

O Internacional passou a atacar mais a partir da metade da primeira etapa, principalmente com o meia D’Alessandro. O argentino foi o responsável pela melhor chance do time, ao receber de Kléber dentro da área e chutar com força. Bosco fez boa defesa e salvou o Tricolor. O substituto do capitão Rogério Ceni brilhou e foi um dos melhores em campo.

Mesmo sem conseguir levar perigo ao goleiro adversário durante todo o primeiro tempo, o São Paulo foi para o vestiário em vantagem. Aos 47 minutos, Hernanes cobrou escanteio, a bola atravessou toda a área e sobrou para Washington completar para o gol vazio e abrir o placar para o Tricolor. Do jeito que o torcedor são-paulino se acostumou nos últimos vitoriosos anos.

Logo no início do segundo tempo, o técnico Mário Sérgio colocou o time para a frente e tentou pressionar o São Paulo. Porém, os donos da casa se defendiam bem e o Inter não conseguia levar perigo ao gol de Bosco.

Na maior oportunidade da segunda etapa, Miranda foi cortar cruzamento e desviou contra a meta de Bosco, que estava saindo. A bola ia na direção do gol, mas o próprio zagueiro se recuperou e conseguiu cortar.

Com a vantagem no placar, o São Paulo preocupou-se em defender e praticamente abdicou do ataque. Já o Inter pressionava e quase marcou em chute de Marquinhos, que Bosco defendeu no canto e salvou o Tricolor.

O São Paulo continuou se defendendo durante o resto da partida enquanto o Inter tentava chegar ao gol de empate. Porém, a defesa do Tricolor conseguiu segurar e mostrou que o Jason está mais vivo do que nunca no Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 1 X 0 INTERNACIONAL

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 28/10/2009 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)
Auxiliares: Enio F. de Carvalo (DF) e Cesar de Oliveira Vaz (DF)
Renda/público: R$ 846.825,00 / 34.203 pagantes

Cartões amarelos: Bosco, Hernanes (SAO); Giuliano (INT)
Cartões vermelhos: Não houve
GOL: Washington, 47’/1ºT (1-0)

SÃO PAULO: Bosco, Renato Silva, André Dias e Miranda; González (Zé Luis, 20’/2ºT), Jean, Hernanes, Jorge Wagner e Richarlyson (Junior Cesar, 40’/1ºT); Dagoberto (Hugo, 41’/2ºT) e Washington. Técnico: Ricardo Gomes

INTERNACIONAL: Lauro, Bolívar, Indio e Fabiano Eller (Alan Kardec, 10’/2ºT); Daniel (Andrezinho, 36’/2ºT), Sandro, Giuliano, D’Alessandro e Kléber; Taison (Marquinhos, 10’/2ºT) e Alecsandro. Técnico: Mário Sérgio.

Washington diz que derrota no clássico pode ajudar

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.Segundo o centroavante do São Paulo, a eliminação no Campeonato Paulista após duas derrotas para o Corinthians pode deixar os jogadores mais ligados para que erros não se repitam na fase de mata-mata da Copa Libertadores.


Washington brilha no clássico do Morumbi e vence duelo com Keirrison

Atacante marcou o seu 11º gol no Campeonato Paulista e diminuiu para um tento a vantagem do palmeirense na artilharia

No duelo entre os goleadores, a experiência de Washington levou a melhor sobre a juventude de Keirrison. O camisa 9 do Tricolor foi para as redes logo aos dois minutos de jogo e garantiu a vitória do São Paulo sobre o Palmeiras por 1 a 0, resultado que deixou a equipe comandada por Muricy Ramalho muito perto da fase semifinal.

No começo do jogo, os dois se cumprimentaram. Quando Wilson Luiz Seneme autorizou o início da partida, Washington mostrou que tem estrela e, após cruzamento açucarado de Hernanes da direita, subiu entre Sandro Silva e Maurício Ramos e tocou no canto esquerdo de Marcos, que saltou e não achou nada.

Mesmo com a vantagem, Washington continuou mais participativo em campo. Em várias jogadas, ele fez o tradicional pivô e procurou sempre jogar de primeira. E, em dois escanteios do Palmeiras, ele afastou de cabeça, mostrando a sua importância também no sistema defensivo da equipe.

Já Keirrison era prejudicado pela tática defensiva do Palmeiras. Como Marquinhos e Willians recuavam muito para buscar a bola no meio-campo, o artilheiro do Campeonato Paulista ficava muito isolado em campo. Ele teve apenas uma chance de gol,aos 21min, mas falhou na finalização e permitiu fácil defesa de Rogério Ceni.

Aos 37min, Washington sofreu um grande susto. Ao dividir uma bola com Sandro Silva, ele torceu o tornozelo esquerdo. Caiu chorando de dor no gramado. Levado pela maca, tudo não passou de um susto.

Na saída para o gramado, os dois artilheiros deixavam claro nas declarações que viviam noites diferentes.

– É sempre bom marcar um gol num clássico. Fico feliz de poder ter ajudado o São Paulo. E também estou aliviado de não ter machucado o tornozelo. Na hora, o pé virou e eu senti muita dor. Mas logo a dor sumiu e eu fiquei mais tranquilo.

Já Keirrison não escondia a irritação com o comportamento da equipe.

– Estamos muito atrás, dando um espaço grande. E estou sozinho na frente. Assim vai ser difícil, tem que encostar mais, senão eu vou ficar escorando, tocando para trás, e nada vai acontecer.

Na etapa complementar, o panorama não se modificou. Logo a um minuto, Washington puxou contra-ataque pelo meio e deu de bandeja para Dagoberto, que falhou na finalização. Do lado palmeirense, Keirrison passou a ter a companhia do paraguaio Ortigoza.

Aos 10min, W9 voltou a mostrar sua eficiência como pivô. Dentro da área, ele deu passe açucarado para Junior Cesar que, cara a cara com Marcos, bateu em cima do goleiro palmeirense.

Keirrison seguia sofrendo no ataque palmeirense. Passava praticamente despercebido. Para piorar, Ortigoza sofreu lesão no ombro direito e precisou deixar o gramado. Lenny entrou no seu lugar. Aos 21min, Keirrison teve uma chance em bola espirrada da defesa são-paulina. Mas ele falhou na finalização, batendo fraco e facilitando as coisas para o rival.

Nos últimos 15 minutos, os jogo ganhou em emoção. Do lado são-paulino, Muricy Ramalho alternou o esquema tático da equipe, saindo do 4-4-2 para o 3-6-1. Com isso, Washington ficou isolado na frente.

Chance preciosa para K9

Do lado palmeirense, a equipe ganhou mais volume ofensivo. E coube a Keirrison a melhor chance para o empate palmeirense. Aos 42min, Cleiton Xavier disparou uma bomba de fora da área e a bola bateu na trave direita de Rogério Ceni. Na sobra, a bola sobrou limpa para Keirrison que, sem marcação, chutou fraco, nas mãos do goleiro são-paulino. No banco de reservas, o técnico Vanderlei Luxemburgo foi ao desespero com o vacilo do seu principal goleador.

No final, o Coração Valente sorriu. E Keirrison, como já havia acontecido no clássico contra o Corinthians , negou fogo.

Washington comemora os seis pontos garantidos em casa

Vitórias sobre Mirassol (5 a 0) e Marília (2 a 1) devolvem a tranquilidade para o Tricolor dentro do Campeonato Paulista

Quando perdeu para o Mogi Mirim, há três rodadas, o São Paulo chegou a ver a sua situação no G-4 ameaçada. Com Portuguesa e Santo André se aproximando do grupo dos quatro semifinalistas, o Tricolor enxergava nos dois jogos que faria em casa a chance de poder respirar com mais tranquilidade.

A goleada de 5 a 0 sobre o Mirassol, na quinta-feira, e a vitória de 2 a 1 sobre o Marília, neste domingo, devolveram a paz à equipe no estadual.

– Estes resultados foram muito importantes. A tabela está apertando, os times estão chegando e os seis pontos conquistados em casa nos dão tranquilidade – explicou o atacante Washington, autor do segundo gol.

Ao reassumir o terceiro lugar, o São Paulo encostou no Corinthians. Agora, a diferença para o rival, vice-líder, é de apenas um ponto (30 a 29).

– O nosso objetivo é garantir vaga na semifinal e aí ir para a briga – completou o camisa 9.

Apesar de diferenças entre Tricolor e Peixe, Washington não vê favorito

Atacante está pronto para seu primeiro clássico pelo São Paulo

Até agora, São Paulo e Santos estão separados por seis pontos no Paulistão . O Tricolor está na terceira posição, com 23, e o Peixe com 17, em quinto. O time da capital tem feito melhor campanha e conta com o mesmo técnico desde 2006. O clube do litoral trocou de comandante recentemente, teve uma briga entre atletas no elenco e ainda tenta se encontrar em campo. Apesar de o São Paulo parecer chegar melhor do que o Santos para o duelo deste domingo, na Vila Belmiro, a máxima de que não há favorito em clássico é ressaltada por Washington.

– A diferença está só na pontuação, mas quando chega em campo o clássico se equivale, não tem equipe melhor do que a outra, é parelho, as chances são de 50%. Claro que um time que tem um treinador no comando há muito tempo tem vantagem porque o jogador sabe o que o técnico quer, mas também tem o caso de quando chega um comandante novo há a motivação do grupo, que quer pegar o jeito dele, fazer o time crescer – analisou o camisa 9, citando a troca de Márcio Fernandes por Vagner Mancini.

Washington está pronto para disputar seu primeiro clássico com a camisa tricolor, apesar de não saber se será escalado pelo técnico Muricy Ramalho. Será que há alguma diferença na preparação do atacante para enfrentar um jogo de maior porte e tentar fazer gols? Ele diz que não.

– Eu me preparo para o clássico da mesma fora que para outros jogos, para fazer gols sempre. Treino forte e respeito os adversários. Acho que só quando é final que é um pouco diferente – acrescentou o jogador.