Tricolor inicia Copa SP com goleada

São Paulo constrói com facilidade o placar de 5 a 0 sobre o Ceará

Considerado um dos favoritos para o título da Copa São Paulo, o Tricolor Paulista começou mostrando a sua força. Neste sábado, no estádio Dr. Augusto Schimidt Filho, em Rio Claro, o time do técnico Vizolli goleou o Ceará por 5 a 0 sem grandes dificuldades. Assista ao lado!

O placar foi aberto aos 10 minutos de jogo, quando o atacante Henrique recebeu na entrada da área e tocou na saída do goleiro Ranyeri. A essa altura, a equipe do Morumbi já dominava a partida e tinha criado outras oportunidades.

As chances foram se multiplicando e o segundo gol saiu aos 22. Após cruzamento de Henrique, Júlio Cézar completou para estufar a rede cearense. Pouco depois, aos 29, foi a vez de Oscar, candidato a ser o grande jogador da competição, fazer o seu. Aproveitando rebote, o meia tricolor, na linha da grande área, encheu o pé e ainda contou com o desvio da zaga rival antes de comemorar.

Jogadores do São Paulo comemoram gol

Na etapa final, com o jogo ganho e o campo bastante pesado, o São Paulo só administrou. Aos 11, porém, Henrique ampliou o placar. O artilheiro da partida dominou no peito e fez o seu segundo. Aos 48, Bruno Formigoni, marcou o quinto, cobrando pênalti duas vezes – na primeira tentativa, o árbitro anulou o gol, alegando invasão de área.

Na outra partida do grupo M, o Rio Claro venceu o Juventus-AC por 1 a 0. Nando, de falta, foi o responsável pelo gol isolado do jogo. O resultado só foi confirmado a dez minutos do fim, numa cobrança de falta. Na próxima rodada, quarta-feira, o Rio Claro enfrenta o Ceará, às 16h, e o São Paulo pega o Juventus-AC, às 18h.

A FICHA DO JOGO
São Paulo: Leonardo, Maycon, Jackson, Bruno Uvini e Jeferson; Bruno Formigoni, Wellington, Rafael Tavares (Casemiro) e Oscar; Júlio Cezar (Lucas Gaúcho) e Henrique (Bruno Anjos). Técnico: Marcos Vizolli.

Ceará: Ranyeri, Thiago, Bahia, Rafael Pires e Genílson; Gilberto; Elton, Esiel (Paulinho) e Rafael Santiago; Léo (Felipe) e França. Técnico: Dimas Filgueiras.

Tricolor também tem outros jogadores campeões

Alex Silva, Aloísio e até mesmo Éder Sciola participaram da campanha

O título do São Paulo, se for confirmado neste domingo, não será comemorado apenas no Morumbi. Outras cidades brasileiras vão festejar, assim como Hamburgo, na Alemanha, e Doha, no Qatar. Os ex-são-paulinos Alex Silva e Aloísio, ídolos da torcida e integrantes da campanha de 2008, já solicitaram: querem ganhar suas medalhas!

– Só vou chegar ao Brasil no dia 18, mas já há um lugar reservado no meu quadro de medalhas. Gostaria muito de participar da festa – afirmou o ex-zagueiro do Tricolor.

Há uma razão importante para que ambos reivindiquem lugar na galeria do título. Além do forte laço que estabeleceram com o Tricolor, estão entre os poucos que entraram em campo em todos os anos do tricampeonato: 2006, 2007 e 2008.

– Três anos seguidos… Devo tudo isso ao Muricy, ao Mílton Cruz, ao Rogério, que é meu patrão até hoje. Liguei para o Rogério para dizer que tinha chegado bem aqui, ligo quando faço gols – contou Aloísio, treinado outra vez por Paulo Autuori, no ataque do Al-Rayyan.

Recentemente, Alex Silva, que tem atuado como volante no Hamburgo, enviou uma carta de apoio aos antigos companheiros. Depois da medalha de bronze na Olimpíada de Pequim, o grandalhão nem sequer voltou para o Morumbi: foram dez partidas no Brasileirão.

Aloísio entrou mais vezes em campo: 18. E marcou um gol importante, de cabeça, na vitória por 4 a 2 sobre o Flamengo, no Maracanã.

Outros deixaram o clube no meio à campanha, mas não deixaram saudades. Casos do volante Fábio Santos, um dos símbolos do fracasso da aposta em atletas com contrato curto, e do lateral-direito Éder, dispensado por indisciplina e mau rendimento. Águas passadas.

Jorge Wagner lidera as estatísticas no Tricolor

Após refletir ao ficar no banco, ala se recupera e cresce em campo

Se Muricy Ramalho não se cansa de dizer que no grupo não há jogador de grande destaque, mas sim um elenco forte, os números provam que o comandante são-paulino tem sim um craque em seu elenco. Sem muito alarde e com seu jeito baiano de ser (leia-se tranqüilinho…), Jorge Wagner é este jogador. O ala pela esquerda é líder em vários fundamentos.

O principal destaque são as assistências. Responsável pelas jogadas de bola parada, dos 62 gols marcados pelo melhor ataque do torneio, dez passes saíram dos pés do camisa 7. No Brasileirão, ele só perde para Júlio César, do Goiás, com uma a mais.

– Sinto-me feliz por ter uma função em campo que é ajudar os companheiros a fazerem os gols para conseguirmos a vitória. É uma parcela do que posso dar à equipe e, graças a Deus, tem dado certo. Fazer o gol é melhor, mas contribuir com assistência também é bom – disse.

Jogador do São Paulo que mais esteve em campo no torneio (33 das 35 partidas), Jorge também está na ponta do ranking tricolor que o compara aos companheiros em passes, posse de bola e cruzamentos. Ele também destaca-se nos lançamentos e finalizações.

Mas para chegar a esses números, além da recuperação fora de campo, o camisa 7 fez uma autocrítica. Isso aconteceu depois da partida contra o Atlético-MG, na 24 rodada da competição.

Muricy deixou Jorge Wagner no banco de reservas. Durante os 45 minutos em que esteve fora do campo, ele pensou sobre alguns pontos:

– Vi que meu rendimento estava baixo. Foi um momento de reflexão. Parei para pensar que se estava nessa situação é porque algo estava sendo feito errado. As coisas não estavam dando certo e eu precisava me aprimorar. Então, intensifiquei a parte física, que não estava 100%.

Depois disso, junto do time, o camisa 7 cresceu na competição. Passou a ser decisivo e cada vez mais tem participado dos gols do Sampa. Apesar da melhora, Jorge Wagner mantém a humildade e dá sua versão sobre o seu futebol no Sampa:

– O que me fez conquistar o sucesso aqui no São Paulo foi a minha regularidade. Não vou tirar um 10 em um jogo, mas também não vou mal.

Jorge Wagner supera problema particular

Recém-nascido, filho do meia supera problema de saúde e acalma o pai, que volta a ser decisivo para o Tricolor

Se o São Paulo está muito perto de conquistar o tricampeonato brasileiro inédito, a boa campanha deve-se ao crescimento do futebol do meio-de-campo Jorge Wagner. É nítido que o camisa 7 subiu de produção no returno, principalmente depois de passar 45 minutos na reserva no empate em 1 a 1 com o Atlético-MG, no dia 3 de setembro.

Mas o LANCE! revela que um motivo especial foi primordial para o rendimento de Jorge Wagner crescer: a melhora do estado de saúde de Juan, seu segundo filho, de três meses e meio de vida.

O lado pai do camisa 7 falou mais alto durante o primeiro turno do Brasileirão. Jorge Wagner estava com problemas dentro de campo, pois não conseguia esquecer a aflição que vivia do lado de fora. Seu segundo filho nasceu em 30 de junho. Na época do nascimento, o jogador já sabia que o bebê teria de ser submetido a uma cirurgia.

– Ele estava com um problema no rim direito. Havia um estreitamento na parte inicial do canal que conduz a urina do rim à bexiga. Já sabíamos disso desde a gravidez. E sabíamos que ele teria de ser operado nos primeiros meses de vida – explicou Jorge Wagner, que precisou se aprofundar sobre o assunto.

Nas primeiras semanas de vida, o recém-nascido Juan não conseguia dormir. Segundo o jogador, várias vezes à noite o bebê acordava chorando, por causa das dores na hora de urinar. Jorge Wagner, por sua vez, também não conseguia dormir. O reflexo foi para o campo.

Mas o garçom possui uma característica diferente de outros jogadores. O atacante Leandro Guerreiro, por exemplo, hoje no Japão, costumava expor as dificuldades. Em 2007, quando teve problemas pessoais, logo comunicou à comissão técnica.

– O Jorge Wagner é um jogador calado. E atletas assim são mais difíceis para detectar problemas. Você acha que está tudo bem, mas não está – disse o superintendente Marco Aurélio Cunha, que esteve ao lado do atleta neste susto, assim como os médicos José Sanchez e Auro Rayel.

A evolução de Jorge Wagner nos gramados ocorreu paralelamente com a melhora do pequeno Juan. Em meados de agosto ele foi operado e, após dois dias no hospital, hoje passa bem. Já está brincando com Antônio Wagner, filho mais velho do atleta, que completou três anos anteontem, no mesmo dia que o pai chegou aos 30. Semana de festa para o pai, o homem e o jogador Jorge Wagner!

PROBLEMA RENAL
Ectasia no rim direito

Juan, filho mais novo do meio-de-campo Jorge Wagner, nasceu com um problema no rim direito. A ectasia piélica é uma dilatação na parte inicial do canal que conduz a urina do rim à bexiga. Quando discreta, dificilmente significa problema. No caso de Juan, os médicos diagnosticaram antes de ele nascer. “Já sabíamos que ele teria de ser submetido a uma cirurgia nos primeiros meses”, disse Jorge Wagner.

Zé Luis próximo do retorno ao time tricolor

Volante trabalha pela primeira vez no campo e anima comissão

O São Paulo pode ganhar um importante reforço para o confronto decisivo diante do Vasco, domingo, em São Januário. O curinga Zé Luis está em fase final de recuperação de dores no joelho direito e pode participar dos coletivos desta quinta e sexta-feira.

Segundo o médico do São Paulo, José Sanchez, o volante já não sente mais dores no local. Porém, ainda é preciso esperar a reação de Zé, já que nesta quarta-feira foi a primeira vez que o atleta foi a campo.

– Começou o trabalho de campo e está se sentindo bem, sem dor. Na quinta, se estiver bem, vai depender do Muricy. Vai depender das respostas que ele vai ter. Desde segunda ele está sem dor – disse o médico.

Caso o retorno de Zé Luis seja confirmado, o zagueiro Anderson corre sérios riscos de perder sua vaga entre os titulares. Com a suspensão de Rodrigo, Zé completaria o trio de zaga com Miranda e André Dias, que retorna após também cumprir suspensão automática.