Com Richarlyson fora, mudança no meio do São Paulo

Jean e Jorge Wagner são os favoritos para assumir a vaga

Desde a sua primeira entrevista coletiva, Ricardo Gomes deixou claro que o meio-de-campo era o setor do São Paulo que merecia atenção. Ali ele vê potencial a ser explorado e é onde pode conseguir evoluções. Em sua estreia, apostou na formação em losango, com Eduardo Costa mais atrás, Hernanes na direita, Richarlyson na esquerda e Marlos mais à frente, caindo pelos lados e próximo dos atacantes Borges e Washington. A geometria deu certo contra o Náutico.

Mas, em sua primeira semana livre, um problema apareceu, e justo neste setor. Richarlyson sofreu um trauma no joelho esquerdo no último jogo, fez uma ressonância magnética nesta segunda-feira e deve ficar fora da equipe por um mês. O jeito vai ser mudar a figura geométrica.

O volante Richarlyson passou os últimos dois dias fazendo tratamento no joelho lesionado. No domingo, fez alguns exercícios no local. Nesta segunda, foi até o Hospital do Coração fazer exames e ouviu do médico Rene Abdalla, responsável por todas as cirurgias no clube, que não seria necessário uma intervenção cirúrgica.

Richarlyson vai ficar em tratamento nas próximas três semanas, no mínimo. O problema do jogador é parecido com o que Bosco teve no joelho, na segunda rodada do Brasileirão. O reserva ainda não voltou.

Para enfrentar o Coritiba, no próximo domingo, o técnico vai mudar o meio-de-campo. As principais opções são Jorge Wagner e Jean. Na geometria de Ricardo, com o camisa 7 ele mantém o losango do jogo contra o Timbu. Perde um pouco na marcação, mas ganha na saída de boa. Se optar por Jean, muda o esquema para uma quadrado, com Eduardo Costa ao lado do camisa 15.

– É complicado falar de um setor em que estamos. Tivemos um bom aproveitamento. Um time não se baseia só em um jogador, mas em um todo. Vamos trabalhar para sermos mais constantes, não só o meio, mas em todos os setores – afirmou Hernanes após a vitória sobre o Náutico, com Ricky em campo.

Jean é o segundo que mais atuou no Sampa este ano, com 31 jogos, só atrás de Hernanes (33). No último confronto, foi a primeira vez que ele ficou no banco. Jorge Wagner, com 30 participações, é o quarto mais utilizado. Frequentou o banco em duas oportunidades no comando de Muricy, e lá foi mantido por Ricardo Gomes, que elogia muito o atleta e o colocou em campo no sábado.

No setor de maior atenção do comandante, uma mudança é certa. Além das duas opções, Wellington, Arouca, Hugo, Sérgio Mota e Oscar também brigam pela vaga deixada por Ricky. No setor em que tem mais jogadores para substituir, Ricardo vai ter de mudar por necessidade. Mesmo assim, o meio-de-campo ainda é prioridade. O comandante só precisa definir qual a geometria ideal.

São Paulo perde Hugo para clássico com o Corinthians

Meia do Tricolor Paulista leva o terceiro cartão amarelo e desfalca time de Muricy Ramalho neste domingo, no Morumbi

A falta cometida no lateral-direito da Ponte Preta Edílson ainda na primeira etapa da vitória são-paulina por 2 a 1 custou caro ao meia Hugo. Punido pelo lance com o cartão amarelo, o jogador é o desfalque da equipe do São Paulo para o clássico deste domingo, contra o Corinthians, no Morumbi.

– Infelizmente levei o terceiro cartão. Tive dois jogos em que dei entradas muito mais duras e nem levei cartão. Às vezes acontecem coisas que a gente não sabe o porquê – lamentou o camisa 18 do São Paulo.

Para recompor o meio-campo, o técnico Muricy Ramalho tem como opção escalar Richarlyson ou Arouca na posição. Caso queira um time mais ousado, Dagoberto é a outra alternativa, formando um trio de atacantes com Borges e Washington.

Apesar de não poder contar com Hugo, o treinador terá como consolo o retorno do volante Hernanes. O camisa 10 esteve suspenso na partida desta quinta-feira, contra a Ponte Preta por ter sido expulso no jogo contra o Botafogo-SP.

Hugo rejeita a 10 e prefere continuar com o número 18 no Tricolor Paulista

Camisa está vaga no time desde maio, quando Adriano deixou o clube

Um dos principais nomes da campanha vitoriosa do São Paulo no Brasileirão de 2008, o meio-campista Hugo quer continuar usando a camisa 18 nesta temporada. O número está vago desde maio, após a saída do atacante Adriano do clube.

– Ano passado fui o 18 e consegui me destacar. Então quero seguir utilizando o número 18. Realmente não tenho vontade de ser o camisa 10 – disse Hugo em entrevista à “Rádio Globo”.

Como o São Paulo não contratou um meia ofensivo, que poderia usar o número, a tendência é que a camisa eternizada por Pedro Rocha e Raí no clube seja utilizada por Hernanes, 15 no ano passado. Outra possibilidade seria o dez ser passado para o volante Arouca, contratado junto ao Fluminense.

Hugo se reapresenta junto com os demais jogadores do São Paulo na próxima segunda-feira. E diz estar em boa forma.

– Nosso elenco não tem ninguém com tendência para engordar. O normal é voltar com um ou dois quilos a mais. Estou voltando com um quilo a mais. Isso é tranquilo de perder – garantiu.

Hugo quebra a rotina e dispara contra o Grêmio

Meia são-paulino esquece de declarações amenas e diz que rival gaúcho tropeçou muito quando era líder do campeonato

O lugar-comum do futebol prega que em semana de jogos decisivos, jogadores e comissão técnica sempre elogiem o clube adversário e façam declarações amenas para evitar dar motivação aos rivais.

foto São-paulinos enfrentam grande fila de ingressos

Mas o meia são-paulino Hugo resolveu fugir à regra e abriu fogo contra o Grêmio, único concorrente capaz de tirar o hexacampeonato do clube do Morumbi. Ao comentar a dificuldade de enfrentar o Goiás, o jogador lembrou que os gaúchos ainda não jogaram contra o Atlético-MG e têm tropeçado nos momentos decisivos.

– A dificuldade para os dois (Sampa e Grêmio) vai ser igual. Muita gente tem falado que o São Paulo tem o jogo mais complicado da rodada final, mas parece que o Grêmio já ganhou do Atlético, eles têm vacilado bastante na competição – disparou.

Hugo, que jogou pelo Tricolor Gaúcho em 2006, também não titubeou ao falar que o São Paulo merece o título pela arrancada no segundo turno, onde ostenta invencibilidade de 17 partidas (11 vitórias e 6 empates).

– Merecemos ser campeões por termos tirado essa vantagem de 11 pontos, que o Grêmio não soube segurar. Desde que assumimos a liderança, só perdemos pontos na partida contra o Fluminense e só dependemos de nós para conquistarmos o título – emendou.

Já o atacante Borges preferiu contemporizar as declarações do companheiro de equipe e, assim, não dar uma motivação adicional ao Grêmio na última partida da competição.

– Pra mim, o Grêmio é uma grande equipe, está muito bem no campeonato e temos que ter humildade porque eles se recuperaram depois um mau momento. Não podemos vacilar, porque tudo o que falarmos pode se voltar contra nós – alertou.

Trio do São Paulo se recupera e é decisivo na reta final

Com 59 gols, atletas do Tricolor tem o melhor ataque do torneio. Hugo, Borges e Dagoberto marcaram 30 deste total

O início do ano não foi dos melhores para Hugo, Dagoberto e Borges. Os três não empolgaram. Os gols não saíram com tanta freqüência e o banco de reservas foi ocupado por eles. A má fase criou desconfiança da torcida, que teve receio para o decorrer da temporada. Mas, no Brasileirão, a história tem sido diferente. Eles mostraram o que podem fazer, e tem a chance de premiar os são-paulinos com o hexa.

Trio de frente de Muricy Ramalho, juntos eles marcaram 30 dos 59 gols do Sampa no Nacional. São responsáveis por pouco mais da metade das vezes em que redes adversárias foram balançadas no torneio. A última vez em que estiveram juntos em campo, cada um deixou sua marca. Foi contra o Inter, no Morumbi. Borges abriu o placar, Dagoberto marcou um golaço e Hugo, de cabeça, decretou a goleada.

– É bom não ter só um jogador que faça muitos gols, mas sim variedade. São mais jogadores para o adversário se preocupar – confirmou Hugo.
Diante da Portuguesa, o meia estava suspenso e não atuou. Com 12 gols, está empatado com Borges na artilharia. Dagoberto marcou seis. Com a volta do camisa 18, o trio estará completo.

Além dos gols, os três também têm sido importante na marcação. Os defensores, principais responsáveis pelos desarmes, sempre os elogiam. O fato de tirarem o espaço do adversário na saída de bola ajuda.

Cada um ao seu estilo e em boa fase no São Paulo, o trio tem tudo para ajudar ainda mais na campanha do hexa. Responsáveis por boa parte da melhora do time na competição e com o apoio da torcida, mais uma vitória na próxima partida deixa o título mais perto do Tricolor. Pior para o Figueirense, adversário de domingo, diante de um Morumbi lotado.