André Dias rejeita descanso: ‘Eu vou em todas, não quero sair de forma alguma’

Zagueiro prefere ficar fora do rodízio de Muricy e seguir como titular

André Dias é um dos poucos jogadores que estiveram em campo em todas as partidas do  São Paulo até agora nesta temporada. Ele ainda não entrou no rodízio promovido pelo técnico Muricy Ramalho. E depois de marcar o gol da vitória sobre o Bragantino por 2 a 1, pelo Paulistão , na última quarta-feira, ele tem ainda mais chances de ficar na equipe para enfrentar o Botafogo, no fim de semana. O zagueiro não tem dúvidas: não quer descansar tão cedo.

– Eu vou em todas, não quero sair de forma alguma. É tão difícil ser titular de uma equipe tão qualificada como o São Paulo. Quero jogar sempre, mas se o Muricy optar pelo rodízio fico tranquilo, pois sei da minha qualidade, jogando ou não – ressaltou o zagueiro.

Apesar de estar em alta e ainda não ter começado no banco nenhuma vez, André Dias faz questão de elogiar os outros jogadores da posição e sabe que não há vaga garantida na equipe de Muricy. É preciso estar bem sempre, lembra o jogador.

– Ninguém tem titularidade absoluta, essa é a verdade. Ano passado a zaga era com três (André, Miranda e Rodrigo), agora o Renato (Silva) chegou e está procurando espaço, indo bem. Estou correndo atrás de uma vaga como qualquer outro jogador – completou André Dias.

André Dias: ‘Não cheguei aqui por acaso’

Zagueiro comemora melhor ano com a camisa do São Paulo

A indicação para o melhor zagueiro pela direita do Campeonato Brasileiro só fez coroar o melhor ano de André Dias com a camisa do São Paulo. No clube desde 2006, ele não esconde sua felicidade com a fase vivida.

– Estou satisfeito demais pelo que rendi esse ano, pois nos outros dois fiquei fora por lesão e problemas jurídicos. Esse ano pude jogar, ter uma seqüência boa, mostrar meu valor. Não vim para o São Paulo por acaso. Às vezes você corre, corre e não é reconhecido – disse o camisa 3.

Dentro do atual elenco são-paulino, André Dias é um dos poucos que poderá ser tri consecutivo. Prêmio que só enaltece ainda mais o jogador.

– Tenho conversado a respeito disso, dessa condição de ser tricampeão. Ainda não cai na real do que significa, se vai entrar para a história ou não. Não parei para pensar o peso que vai ser essa conquista – admitiu o são-paulino.

Confira os principais trechos da coletiva com André Dias:

Fluminense

Não está entalado. É uma quipe muito boa, perdemos alguns confrontos, ganhamos outros. O São Paulo tem condições de vencer.

Washington

Precisa ser marcado em cima, não só pelos gols contra o São Paulo, mas pelo campeonato que fez. Ele é alto, forte, se bobear, ele finaliza com muita qualidade.

Liderança em campo

Tenho costume de falar por natureza. Sou o homem da sobra, o que melhor vê. Rogério não vai poder falar, pois vai estar longe. Sobra para mim, Miranda, Rodrigo, posicionar os volantes.

Oba-Oba

O oba-oba ficou por parte da torcida, que tem direito de comemorar e falar antes. Algumas pessoas da imprensa também, mas estamos tranqüilos assim como no ano passado.

Perder o título?

No futebol tudo pode acontecer. A gente estava muito atrás e conseguiu reverter. Há dois meses e meio, a gente brigava só pela Libertadores.

Faixa de capitão fez André Dias saltar 25 cm a mais na hora do gol, brinca Rogério

Goleiro do São Paulo afirma que Muricy Ramalho premiou a pessoa certa para liderar o time na vitória sobre o Cruzeiro

Depois do jogo contra o Cruzeiro, no último domingo, o zagueiro André Dias não escondia de ninguém que aquela havia sido uma partida especial. Além de ter sido o autor do primeiro gol do São Paulo na vitória por 2 a 0, ele também entrou em campo com a herança de alguém que não pôde atuar na ocasião: a braçadeira de capitão do goleiro Rogério Ceni.

A postura do defensor como líder da equipe naquele momento foi bastante elogiada pelo camisa 1 do Tricolor.

– Foi fonte de inspiração para ele no gol. É um menino de muito bom caráter e sério. Sempre trabalhou muito direitinho aqui e acredito que o Muricy premiou a pessoa certa com a faixa de capitão – afirma o goleiro, lembrando que não deixou de brincar com o gol anotado pelo atleta, algo raro na carreira de André Dias.

– Falei para ele que, com a faixa de capital, ele acabou saltando uns 25 centímetros a mais na hora do gol – brinca o arqueiro tricolor.

No próximo sábado, o São Paulo enfrenta o Ipatinga, em Minas Gerais. Caso Rogério Ceni não consiga se recuperar da lesão que tem na panturrilha a tempo para a partida como pretende, André Dias deve seguir com a faixa de capitão da equipe e Bosco continua protegendo a meta do time.

Estou no melhor momento da minha carreira, afirma André Dias

Zagueiro celebra boa fase no São Paulo e sonha com seleção brasileira

O ano de 2008 tem sido especial para o zagueiro André Dias no São Paulo. Não bastasse o fato de já ter marcado três gols no Brasileiro pela equipe e ver o sistema defensivo do Tricolor se reerguer na competição, o defensor ainda comemora os elogios que tem recebido do técnico Muricy Ramalho.

– Essa é a minha melhor fase não só no São Paulo, mas também na vida. Não estou me machucando, coisa que me atrapalhou demais antes – afirma o camisa 3 da equipe paulistana.

Mas antes dessa boa temporada, André Dias penou em 2007. As sucessivas lesões em anos anteriores fizeram com que o zagueiro precisasse deixar a equipe em algumas oportunidades. Em uma delas, no segundo semestre do ano passado, o atleta acabou perdendo a vaga de titular para o jovem Breno, de apenas 18 anos.

A perda da posição de titular da equipe, que tinha ainda Miranda e Alex Silva, para um garoto que acabara de surgir nas categorias de base do clube, porém, não deixou o experiente zagueiro chateado. O que mais o incomodou foi o fato de não estar entre os 11 prediletos de Muricy Ramalho, independente da idade de seu concorrente.

– Não penso que perdi para um menino até porque ele era um profissional como eu. O Breno é muito bom zagueiro e entrou com 18 anos parecendo ter 38. O que me incomodava era ficar fora. Não era o jogador ou a idade – explica o defensor de 29 anos, que ainda mantém vivo o sonho de vestir a camisa da seleção brasileira.

– Enquanto eu estiver jogando em um grande clube como o São Paulo, eu vou sonhar sempre. Pode ser que aconteça amanhã ou depois. Vamos ver – diz em tom esperançoso de ser lembrado pelo técnico Dunga nas próximas convocações.

Sem Ceni, André Dias e Jancarlos dão vitória ao São Paulo sobre o Cruzeiro

Com gols aos 35 e aos 48 minutos do segundo tempo, Tricolor bate a Raposa, no Morumbi, e segue sonhando com o sexto título do Brasileirão

Fábio é o goleiro que mais sofreu gols na carreira artilheira de Rogério Ceni: cinco no total. Mas, neste domingo, o São Paulo não precisou contar com a pontaria de seu capitão para vencer. Sem ele, vetado nos últimos minutos por causa de uma contusão muscular, coube ao zagueiro André Dias e ao lateral Jancarlos fazem os gols da vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro, no Morumbi, que a equipe com chances de brigar pelo título do Campeonato Brasileiro.

O resultado, porém, não coloca o São Paulo no grupo dos quatro melhores da competição nacional. O time dirigido por Muricy Ramalho segue em quinto lugar, agora com os mesmos 46 pontos do próprio Cruzeiro, terceiro, e do Flamengo, quarto. O Tricolor perde no número de vitórias.

O São Paulo volta a jogar no próximo sábado, contra o Ipatinga, às 16h, no interior de Minas Gerais. O Cruzeiro atua antes, na quinta-feira, diante do Sport, ás 20h30m, no Mineirão, em Belo Horizonte.

São Paulo pressiona, mas pára nas defesas de Fábio

Mesmo sem Rogério Ceni, vetado de última hora por conta de uma lesão muscular, o São Paulo assumiu a responsabilidade de ter vencer para continuar sonhando com o título. Com Joílson e Jorge Wagner bastante ofensivos pelas alas e Jean grudado em Wagner, o Tricolor chegou com facilidade ao campo de ataque e não permitiu que o Cruzeiro jogasse com eficiência nos contra-ataques. Ramires também pouco fez.

A primeira boa chance surgiu logo aos quatro minutos. Hernanes cruzou, André Lima dividiu com a zaga e bateu prensado. No rebote, Jorge Wagner também foi travado. O Tricolor continuou sufocando, principalmente pelo lado direito. Joílson recebeu passe e levantou para a área. Hugo apareceu livre na segunda trave para cabecear forte e Fábio fazer bela defesa, espalmando para escanteio.

O goleiro cruzeirense voltou a trabalhar aos 19. Dagoberto passou por Fabrício pela esquerda e foi derrubado na entrada da área. Na cobrança da falta, Hernanes soltou a bomba e Fábio desviou para fora. Três minutos mais tarde, foi a vez de Jorge Wagner bater falta e o goleiro tocar na bola no canto esquerdo, evitando o gol.

Quando passou a trabalhar a bola com mais calma, o Cruzeiro começou a incomodar a equipe da casa e, enfim, dando condições a Guilherme e Thiago Ribeiro, até então presos na marcação. A melhor oportunidade veio aos 21 minutos. Após boa troca de passes, Ramires recebeu a bola pelo lado direito da área e chutou forte. Bosco espalmou.

André Dias mantém o Tricolor na briga pelo título

No segundo tempo, quem esperava um novo sufoco do São Paulo se enganou. Com mais movimentação, o Cruzeiro passou a criar mais e quase marcou, aos cinco minutos. Marquinhos Paraná encontrou Guilherme livre na entrada da área. O atacante dominou e bateu com estilo. A bola passou muito próxima do travessão e caiu na parte de cima da rede.

A resposta tricolor veio aos dez minutos. Zé Luis avançou pela direita e cruzou. Na segunda trave, Jorge Wagner desviou de cabeça e Thiago Heleno afastou quase sobre a linha. Logo em seguida, aos 12, foi a vez do garoto Jean arriscar da intermediária e Fábio defender no susto.

Com Elicarlos no lugar de Ramires, o Cruzeiro ganhou mais força na marcação, enquanto Muricy Ramalho sacou o apagado André Lima para a entrada de Borges, artilheiro da equipe na temporada, com 18 gols. Mas quem assustou foi Thiago Ribeiro, aos 18. Bosco bateu tiro de meta errado, o atacante avançou e, de fora da área, soltou a bomba, quase acertando o ângulo esquerdo.

Melhor opção de ataque, Jorge Wagner tratou de incomodar os mineiros pelo lado esquerdo, aos 22. Hugo cruzou para a área e Borges ajeitou para ele. O ala-esquerdo soltou a bomba cruzado e Dagoberto não alcançou por muito pouco, levando a torcida ao desespero. Aos 28, Jorge Wagner cruzou, Hugo desviou de cabeça, a bola passou por Fábio, mas Thiago Heleno tirou antes que ela entrasse.

Aos 35, o Tricolor finalmente conseguiu abrir o placar. Claro, em lance que saiu dos pés de Jorge Wagner. Ele cobrou escanteio pela direita do atacante e o zagueiro André Dias subiu mais que a defesa para desviar e explodir o Morumbi: 1 a 0.

Com a desvantagem, o Cruzeiro tentou se arriscar no campo de ataque, mas não chegou a levar muito perigo. Na principal jogada, o volante Fabrício recebeu pela esquerda do ataque e bateu forte, mas em cima de Bosco. No último minuto, aos 48, Jancarlos bateu falta com precisão no ângulo direito e garantiu a vitória do paulista por 2 a 0.

Ficha técnica:

SÃO PAULO 2 x 0 CRUZEIRO
Bosco; Zé Luis (Jancarlos), André Dias e Rodrigo; Joílson, Jean, Hernanes, Hugo e Jorge Wagner; André Lima (Borges) e Dagoberto. Fábio; Jonathan (Gérson Magrão), Thiago Heleno, Espinoza e Marquinhos Paraná; Fabrício, Henrique, Ramires (Elicarlos) e Wagner; Thiago Ribeiro (Maurinho) e Guilherme.
Técnico: Muricy Ramalho Técnico: Adilson Batista
Gols: André Dias, aos 35, e Jancarlos, aos 48 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Fabrício, Marquinhos Paraná (Cruzeiro); Dagoberto (São Paulo)
Estádio: Morumbi. Data: 28/09/2008. Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-RS). Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Carlos Berkenbrock (SC). Renda: R$ 411.195,00. Público: 20.668 pagantes.