Rodrigo para por pelo menos três meses e não deve mais defender o Tricolor

Contrato do atleta acaba em julho, antes da volta dele aos campos

Ampliar Foto Agência/Estado Agência/Estado

Rodrigo comemora um de seus dois gols em 2009, contra o Paulista

Rodrigo não deve jogar mais pelo São Paulo. O zagueiro, que foi diagnosticado com uma embolia pulmonar no último domingo e está internado, precisa de pelo menos três meses para se recuperar do problema e poder voltar a jogar futebol. A recuperação pode ser ainda mais longa, e durar até seis meses. Como o contrato do jogador com o Tricolor vai até o dia 16 de julho, as chances de ele voltar a atuar pelo clube são poucas.

– A limitação para as atividades está condicionada à terapêutica. A medicação de anticoagulação tem inconvenientes em choques e traumas que poderiam provocar sangramentos. Ele ficará afastado dos campos de três a seis meses. Mas claro que não pensamos em seis meses. Três é o que ele precisa para não correr o risco de uma nova embolia, mas terá que fazer exames periódicos – explicou José Sanchez, médico do São Paulo.

Rodrigo segue internado no Hospital Nove de Julho e terá alta assim que os médicos encontrarem a dose certa de medicação para controlar o caso do zagueiro, o que deve ocorrer até o fim da semana. Posteriormente, ele ficará em casa acompanhado por especialistas. Os médicos tentam descobrir o que causou a embolia, mas uma possível pancada sofrida pelo atleta em campo dificilmente seria a causa do problema.

– O pneumologista nunca viu um quadro originado por um trauma direto. Mas não está descartado, apesar de ser pouco provável – acrescentou Sanchez.

O contrato de Rodrigo se encerra em julho, antes do fim da recuperação. O São Paulo ainda não conversou com o Dínamo de Kiev, dono dos direitos federativos do atleta, mas o mais provável é que o jogador retorne ao clube ucraniano ao fim do acordo.

– Tem que saber separar as questões. Se ele estivesse jogando muito bem o time dele faria exigência pra ele ficar. O fato de estar doente não significa que seria mais ou menos fácil de ficar. Esse afastamento tem que ser analisado do ponto de vista contratual e não posso alongar o compromisso antes de estudar a questão – explicou Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do São Paulo.

Entenda o que é a embolia pulmonar

A embolia pulmonar se inicia com a formação de um coágulo na corrente sanguínea. Este coágulo, quando encontra um vaso menor do que o seu diâmetro na região pulmonar, para no local e impede a circulação natural do sangue. O problema pode levar à morte, mas é mais comum em pessoas idosas ou com doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, entre outros.

Apesar de ser um problema grave, Sanchez acredita que não seria o caso de Rodrigo, pois ele não é um paciente dentro do grupo de maior risco, por ser jovem e atleta.

– Claro que é uma coisa perigosa, e ficamos assustados por se tratar de um jovem atleta sem motivos para apresentar o quadro. Não gosto nem de pensar o que poderia acontecer porque não aconteceu. Seria pior se ocorresse em um idoso, um diabético, um cardiopata, e poderia ser até fatal. No caso dele não chegaria ao extremo porque ele procuraria atendimento antes.

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