De virada, Avaí vence São Paulo e vai às semis da Copa do Brasil

Leão da Ilha saiu perdendo por 1 a 0, mas conseguiu a vitória por 3 a 1 e se prepara para enfrentar o Vasco nas semis

No jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, o Avaí venceu o São Paulo por 3 a 1 na noite desta quinta-feira, na Ressacada. Com isso, a equipe de Santa Catarina avança às semifinais da competição nacional. E vai enfrentar o Vasco na sequência do torneio.

O Leão da Ilha entrou em campo precisando de uma vitória por dois gols de diferença, já que perdeu o primeiro jogo por 1 a 0. O São Paulo marcou gol logo aos 15 minutos e deixou o Avaí na posição de ter de fazer três gols. E o time da casa assim o fez.

Na sequência da Copa do Brasil, o Avaí enfrenta o Vasco nas semifinais. O Alvinegro carioca empatou em 1 a 1 com o Atlético Paranaense. O jogo de ida das semis será no próximo dia 18. Já a partida de volta acontece no próximo dia 25.

O São Paulo agora se prepara para a sua estreia no Campeonato Brasileiro, no próximo dia 22, diante do Fluminense, em São Januário.

No jogo, o São Paulo sofreu com os cruzamentos do Avaí em direção à área. Apesar de sair ganhando no primeiro tempo, em 15 minutos o Tricolor levou a virada. Na segunda etapa, o Avaí marcou logo aos 30 segundos de jogo, o São Paulo então pressionou, mas não conseguiu diminuir.

Só na bola aérea

No primeiro tempo, o jogo foi de muita marcação e velocidade. Sem a bola, a equipe do Avaí ficou apenas com William à frente, e o meio de campo com seis jogadores, congestionando as ações ofensivas do São Paulo. Os dois homens de frente do Tricolor – Dagoberto e Fernandinho – foram contidos pelos alas catarinenses e Lucas foi seguido de perto por Marcinho Guerreiro.

Para acompanhar a velocidade são-paulina, contudo, o Avaí teve que recorrer às faltas. E foi uma delas que gerou o gol de cabeça de Casemiro, aos 15 minutos. A desvantagem maior “acordou” o Leão, que foi para cima.

No minuto seguinte ao tento tricolor, William empatou após bom cruzamento de Estrada pela esquerda. O time se lançou ao ataque e passou a ter mais volume de jogo que o São Paulo. Aos 30, com Bruno, veio a virada avaiana.

Sempre nas bolas aéreas as duas equipes tentavam chegar. Pelo lado do Avaí, o meia Marquinhos, que jogou após obter efeito suspensivo, infernizou a área são-paulina com cobranças fechadas de escanteio. O camisa 10 do time catarinense foi o melhor em campo.

Susto e pressão são-paulina

Logo aos 30 segundos da segunda etapa, o Avaí chegou ao terceiro gol, com Marquinhos Gabriel.Tento que daria a classificação à equipe comandada por Silas.

Após o “gol da eliminação”, o São Paulo se lançou ao ataque e teve duas chances claras de gol. Carpegiani abriu mão dos três zagueiros e substituiu Xandão por Henrique. Deu certo: o Tricolor passou a pressionar mais o time do Avaí, que recuou no jogo e passou a apostar nos contra-ataques.

Taticamente, os alas avaianos demonstraram muita disposição. Sem a bola, eles ficavam ao lado da grande área e davam combate aos jogadores são-paulinos. O São Paulo trocava passes na intermediária, mas teve dificuldade em criar chances concretas. A marcação avaiana estava sempre em cima.

A pressão são-paulina acabou por arrefecer na sequência do segundo tempo e o Avaí conseguiu segurar o resultado e a classificação. Carpegiani ainda substituiu Marlos, que entrou no segundo tempo, por Willian, mas sem resultado prático.

No fim da partida, Acleisson cobrou falta com muita força e a bola explodiu na trave de Rogério Ceni. O Tricolor tentou pressionar, mas o time catarinense se segurou bem e garantiu a vaga.

FICHA TÉCNICA:
AVAÍ 3 X 1 SÃO PAULO

Estádio: Ressacada, em Florianópolis (SC)
Data/hora: 12/5/2011 – 21h50
Árbitro:  Marcio Chagas da Silva
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison e José Eduardo Calza 

Renda/público:  Não disponíveis
Cartões amarelos: Estrada, Romano e Diogo Orlando (AVA); Juan (SPO)
Cartões vermelhos: Nenhum.
GOLS: Casemiro, 15’/1ºT (0-1); William, 16’/1ºT (1-1); Bruno, 30’/1ºT (2-1); Marquinhos Gabriel, 30”/2ºT (3-1)

AVAÍ: Renan; Revson, Bruno, Gustavo Bastos; Diogo Orlando, Marcinho Guerreiro, Estrada (Acleisson, 8’/2ºT), Marquinhos (Maurício Alves, 28’/2ºT) e Romano (Marquinhos Gabriel, 31’/1ºT); Julinho e William. Técnico: Silas

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Xandão (Henrique, 5’/2ºT), Alex Silva e Rhodolfo; Jean, Casemiro, Carlinhos Paraíba, Lucas e Juan; Fernandinho (Marlos, intervalo) (Willian, 37’/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani.

São Paulo ‘magro’ vence Avaí na Copa do Brasil

Tricolor conta com gol contra de Revson e consegue vitória mínima para decidir vaga em Florianópolis na próxima quinta-feira

Não teve brilho, não teve show, nem a tão esperada reestreia de Luis Fabiano, vetado da partida com dores no joelho direito. Mas o São Paulo fez o suficiente para vencer o Avaí por 1 a 0, no Morumbi, na noite desta quarta-feira, e largar com vantagem para conquistar vaga às semifinais da Copa do Brasil.

O gol do Tricolor, que falhou muito nas finalizações, foi do zagueiro Revson, contra. O São Paulo agora decide a classificação na próxima quinta-feira na Ressacada, em Florianópolis, podendo empatar ou perder por uma diferença de um gol, desde que também marque (como por exemplo: 2 a 1, 3 a 2, 4 a 3, …).

Já o Avaí, para chegar pela primeira vez em sua história às semifinais da Copa do Brasil, precisa ganhar por uma diferença de dois gols, ao menos. Uma vitória por 1 a 0 leva a decisão da vaga para os pênaltis.

RENAN SALVA

Com as duas equipes já eliminadas de seus respectivos Campeonatos Estaduais, São Paulo e Avaí começaram travando um duelo dinâmico, tão corrido quanto disputado.

Mas o time azul de Florianópolis tinha visíveis dificuldades em campo. Sem quatro titulares (o zagueiro Gian, machucado, e três pivôs da confusão generalizada na partida de oitavas de final contra o Botafogo, na Ressacada: o volante Bruno, o meia Marquinhos e o atacante Rafael Coelho), a equipe do técnico Silas viu um Tricolor animado!

Por pelo menos quatro oportunidades, o São Paulo não deixou a primeira etapa já com vantagem no placar. Primeiro, aos 9 minutos, quando Ilsinho fez o corta-luz para a bola chegar em Jean, que chutou torto. Na sobra, Carlinhos finalizou de longe, com perigo.

Seis minutos mais tarde Jean e Ilsinho tabelaram e a bola ficou com Marlos, que arrematou e viu Renan fazer boa a defesa. Aos 31, a melhor chance: Marlos cruzou com veneno, Renan espalmou para o meio da área e Jean chegou com tudo para carimbar a trave do Avaí.

Mas a noite era mesmo de Renan, goleiro que já fora convocado por Mano Menezes para a Seleção Brasileira. A estrela do camisa 1 do Avaí brilhou seguidas vezes. Aos 35 da etapa inicial, Dagoberto desperdiçou chance cara a cara com o arqueiro. Logo em seguida, Alex Silva cabeceou para o chão, com perigo, e Renan salvou mais uma vez.

O Tricolor até se esforçava, mas não o suficiente para furar a retranca avaiana. A torcida no Morumbi, impaciente e irritada com o mau desempenho do time, vaiou o time ao fim da primeira etapa.

CAIU DO CÉU!

Diante de uma torcida exigente, o alívio tricolor chegou através de um gol inusitado. Dagoberto, que voltara do intervalo animado, cobrou escanteio com veneno e o zagueiro Revson, atrapalhado por Miranda, cabeceou com estilo, contra o próprio gol.

Com o placar a favor, o São Paulo não queria se contentar com o “presentinho” . Dagoberto, o motor tricolor, queria mais. Ele colocou Jean na cara do gol e, de novo, o camisa 2 parou na intervenção precisa do goleiro Renan.

O técnico Silas, que levou o Avaí à heróica sexta colocação no Campeonato Brasileiro de 2009, resolveu se prevenir: fez duas substituições colocando homens de defesa, tentando levar a partida para Santa Catarina com uma vantagem mínima para o Tricolor.

Pelo lado são-paulino, Carpegiani atendeu aos pedidos dos torcedores e colocou Rivaldo e tirou Marlos, muito vaiado. Ilsinho também saiu para dar lugar a Willian. O Tricolor, então, foi só ataque, mas quase levou o gol em contragolpe que começou com reposição de Renan, aos 30 minutos.

O Avai continuou atacando pelos lados, especialmente com Julinho pela esquerda. Mesmo com a disposição de Dagoberto pelos lados de campo, o Tricolor não conseguiu deixar o campo com uma vantagem maior. Nos minutos finais, Jean perdeu sua terceira chance clara na partida e não modificou o placar.

O time que se classificar neste duelo terá pela frente o vencedor de Vasco e Atlético-PR, que jogaram nesta quarta-feira e empataram em 2 a 2, em Curitiba.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 1X0 AVAÍ

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 4/5/2011 – 21h50
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro
Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva e Guilherme Dias Camilo

Renda/público: R$ 575.817,00 / 20.815 pagantes
Cartões amarelos: Emerson Nunes, Revson, Estrada (AVA)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Revson (gol contra), 3’/2ºT (1-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Xandão, Alex Silva e Miranda (Luiz Eduardo 32’/1ºT); Jean, Casemiro, Carlinhos, Ilsinho (Willian 22’/2ºT) e Juan; Dagoberto e Marlos (Rivaldo 19’/2ºT). Técnico: Paulo César Carpegiani.

AVAÍ: Renan, Émerson Nunes, Gustavo Bastos e Revson; Diogo Orlando, Acleisson, Marcinho Guerreiro (Felipe 15’/2ºT), Estrada (Marquinhos Gabriel 32’/2ºT), Robson (Romano 11’/2ºT) e Julinho; William. Técnico: Silas.

Mata-mata é com Muricy! Santos vence São Paulo e vai à final

Neymar, Ganso e Elano fazem a festa em pleno Morumbi: 2 a 0 Peixe, que aguarda Palmeiras ou Corinthians

Muricy Ramalho saiu do São Paulo com a imagem muito desgastada em 2009. Com o estigma de “amarelão” em fases eliminatórias, o treinador pode, enfim, ir à desforra justamente contra o ex-time dois anos depois. Com uma alteração sua que mudou os rumos da partida, o Santos de Muricy venceu o São Paulo por 2 a 0 em pleno Morumbi, na tarde deste sábado, e se classificou para as finais do Campeonato Paulista.

Os gols de Elano, de cabeça, e de Ganso põem o Peixe na decisão do Paulistão, para enfrentar o vencedor de Palmeiras e Corinthians no próximo domingo. Os arquirrivais jogam a outra semifinal neste domingo, às 16h, no Pacaembu.

Veja os gols da vitória do Santos sobre o São Paulo

A vitória santista representa a quinta eliminação seguida do São Paulo em semifinais do Estadual. Depois de São Caetano, em 2007; Palmeiras, em 2008; Corinthians, em 2009; Santos, em 2010 e agora em 2011, o Tricolor contabiliza mais um mau resultado em mata-mata no Campeonato Paulista.

O Peixe, por outro lado, chega à terceira final seguida na competição. Muricy Ramalho também curte momento de rei na Vila Belmiro: o treinador ainda está invicto no comando do Santos.

O San-São deste domingo teve emoção do começo ao fim. O Peixe, que teve as melhores chances do primeiro tempo mas viu o arquirrival crescer de produção ainda na etapa inicial, conseguiu chegar à vitória graças a dois fatores: a visão tática de Muricy Ramalho, que aproximou Ganso e Elano do ataque ao sacar Zé Eduardo no intervalo; e a individualidade dos Meninos da Vila. Neymar e Paulo Henrique Ganso só não fizeram chover na segunda etapa!

Torcedores do São Paulo fazem homenagem a Ceni (Foto: Tom Dib)

SAN-SÃO À MIL POR HORA

Nada de precaução! Como o Peixe tem o América (MEX) pela frente em Querétaro na próxima terça-feira, a expectativa era de que alguns jogadores titulares fossem preservados e não jogassem o San-São. Ledo engano. Nenhum jogador santista quis ficar de fora da decisão e Muricy Ramalho acabou escalando força máxima. Pelo lado do Tricolor, Carpegiani, a não ser pela ausência de Lucas, machucado, também tinha praticamente todos os titulares à disposição. Espetáculo formado!

O Santos queria repetir o desempenho da primeira fase, quando bateu o Tricolor na Arena Barueri por 2 a 0, na quinta rodada. E a partida começou do jeito que o torcedor gosta: com velocidade e chances para ambos os lados.

A tônica do primeiro tempo acabou sendo a desatenção dos defensores, presas fáceis para os rápidos homens de ataque – das duas equipes. Logo a 2 minutos, Alex Silva bobeou na entrada da área e foi desarmado por Neymar. A Joia invadiu a área e finalizou com o pé esquerdo, Rogério tocou e a bola beliscou a trave tricolor.

Na sequência, Marlos fez o mesmo que Neymar, desarmou um desatento Danilo na intermediária e disparou rumo à área. O camisa 11 são-paulino só parou em Durval, que o travou na hora do chute.

Discreto, Ganso reservou alguns bons momentos para aparecer – e ser decisivo. Aos 18, ele enxergou Léo livre na esquerda e o lateral chutou forte, para boa defesa de Rogério. Doze minutos mais tarde, quem viu Léo, muito participativo em campo, foi Neymar. A Joia deu um belo toque de calcanhar e Léo foi travado por Xandão no momento derradeiro.

O São Paulo, jogando com a torcida a favor, precisava equiparar forças e mostrar seu arsenal. E Dagoberto, responsável pela classificação do Tricolor às quartas de final da Copa do Brasil, levou o time adiante. Aos 32, Dagol fez fila e chutou de esquerda. Um minuto depois, ele aproveitou falha de Jonathan – mais um defensor dando bobeira no clássico – e arrematou para boa defesa de Rafael. Na sobra, Ilsinho ainda parou na muralha santista novamente.

O Tricolor sentiu o aviso de Dagoberto e passou a agredir mais o rival. A partir daí, as tabelas entre Ilsinho, Jean e Marlos pelo lado direito, à exemplo das partidas do São Paulo contra o Goiás, voltaram a surtir efeito e a levantar a torcida no Morumbi.

Se a primeira etapa não terminou da maneira como começou, de forma alucinante nos primeiros minutos, ao menos deu a promessa de um segundo tempo ainda mais saboroso.

No intervalo, um fato inusitado: Muricy Ramalho, que saiu do São Paulo de forma conturbada em 2009, viu seu nome ser cantado por torcedores tricolores no Morumbi.

Muricy Ramalho foi aplaudidos pelos são-paulinos (Foto: Ivan Storti)

MUDANÇA FATAL

Já sem o sol forte dos primeiros 45 minutos, o Santos começou ditando as regras da segunda etapa. Com o zagueiro Bruno Aguiar no lugar de Zé Eduardo, Muricy voltou ao seu esquema predileto, o 3-5-2, aproximou Ganso e Elano do ataque e fez Jonathan participar efetivamente da partida.

Primeiro, Neymar colocou o camisa 4 na cara do gol, mas Juan atrapalhou o santista na hora do chute. Em seguida, a Joia enxergou Jonathan novamente no lado oposto do ataque. Já dentro da área, o ex-cruzeirense hesitou em chutar e cruzou para Léo emendar torto. Neymar quase aproveitou de letra.

O São Paulo parecia atrapalhado no começo de segundo tempo e nem mesmo o apoio vindo das arquibancadas parecia mudar o panorama do jogo.

O que parecia inevitável, e que começou com a alteração de Muricy, aconteceu: o Santos abriu o placar do San-São, com Elano, aos 15 minutos. Ganso recebeu na área, ganhou da zaga adversária e cruzou, ou melhor, colocou a bola na cabeça do camisa 8. Gol de Elano, para abrir o marcador no Morumbi!

Elano comemora gol que abriu a vitória do Santos (Foto: Ivan Storti)

O Tricolor, em um momento de desespero, se lançou ao ataque, especialmente após a entrada de Fernandão. Com investidas atabalhoadas, o São Paulo esperava uma sobra na área para que o camisa 15 aproveitasse. Mas a defesa do Peixe estava atenta, e jogou nos colos de Paulo Henrique Ganso a responsabilidade de decidir o jogo.

E ele correspondeu! Aos 27, o maestro do Peixe lançou Neymar e a Joia se viu diante de dois marcadores dentro da área. Como um jogador experiente, Neymar parou a jogada e enxergou Ganso vindo por trás. O camisa 10 tocou de primeira e deu números finais ao jogo.

Nos minutos finais e com 2 a 0 á favor, Muricy ganhou uma pequena dor de cabeça. Elano se esticou para afastar bola na área e sentiu o músculo adutor da coxa direita. O meia pode ser dúvida para a decisão contra o América (MEX), na terça-feira.

Coube ao Tricolor tocar a bola e tentar abrir espaços, mas a tão criticada zaga do Santos manteve-se impenetrável. 2 a 0 e terceira final seguida do Santos em Campeonatos Paulistas. Depois de perder para o Corinthians em 2009, o Peixe bateu o Santo André em 2010 e agora aguarda Palmeiras ou Corinthians para buscar o bicampeonato estadual.

As duas equipes ainda têm compromissos em competições paralelas. São Paulo encara o Avaí na próxima quarta-feira, em partida válida pelas quartas de finais da Copa do Brasil, no Morumbi. Um dia antes, o Santos duela com o América (MEX), em Querétaro, pelas oitavas da Copa Santander Libertadores.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 0X2 SANTOS

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 30/4/2011 – 21h50
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Luis Alexandre Nilsen e Guilherme Ceretta de Lima

Renda/público: R$ 1.232.468,00 / 44.675 pagantes
Cartões amarelos: Casemiro, Miranda, Juan (SPO); Ganso (SAN)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Elano, 15’/2ºT (0-1); Ganso, 27’/2ºT (0-2)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Xandão, Alex Silva, Miranda; Jean, Casemiro (Fernandão 18’/2ºT), Carlinhos, Ilsinho (Willian 44’/2ºT) e Juan; Marlos (Rivaldo 24’/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani.

SANTOS: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro 29’/2ºT); Arouca, Danilo, Elano (Adriano 34’/2ºT) e Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Bruno Aguiar, intervalo). Técnico: Muricy Ramalho.

Dá-lhe Dagol! São Paulo vence Goiás e se classifica na Copa do Brasil

Dagoberto marca aos 19 da primeira etapa e Tricolor vai às quartas de final da competição nacional

A volta do São Paulo ao estádio do Morumbi foi do jeito que o torcedor queria: com vitória. Mesmo sem show, como o que proporcionou a banda irlandesa U2, o palco são-paulino viu o gol solitário de Dagoberto, suficiente para decretar a vitória do Tricolor por 1 a 0 sobre o Goiás, na noite desta quarta-feira. O São Paulo, assim, se classifica às quartas de final da Copa do Brasil.

Sem jogar em seu estádio desde o dia 13 de março, o Tricolor agora disputa uma vaga nas semifinais da competição contra o Avaí, que eliminou o Botafogo.

No resultado agregado, o São Paulo contabilizou 2 a 0, já que na partida de ida a equipe do técnico Paulo César Carpegiani vencera o Goiás no Serra Dourada por 1 a 0.

Durante a partida, o Tricolor mostrou jogadas envolventes pelos lados do campo, com Ilsinho e Marlos tabelando com os laterais e suprindo a demanda de um exigente – e decisivo – Dagoberto, que, à exemplo do jogo de ida em Goiás, marcou o gol da vitória sobre o Esmeraldino.

AZAR VERDE, SORTE TRICOLOR

Antes da partida começar, os são-paulinos temiam pela qualidade do gramado do estádio do Morumbi, que parecia muito prejudicado até a terça-feira. Mas, mesmo depois da maratona de shows e da chuva que atingiu a capital paulista nesta quarta-feira, o gramado apresentou boas condições para o jogo decisivo.

Em campo, o Goiás sonhava em repetir 2003, quando eliminou o Tricolor com um resultado de 1 a 1 no Morumbi (na ida, 0 a 0 no Serra Dourada), no que fora, inclusive, a última participação do clube paulista na Copa do Brasil.

Mas o Esmeraldino se viu diante de uma maré de azar implacável: primeiro, Harlei se contundiu a seis minutos de jogo, ao tentar impedir saída da bola na linha de fundo. No lugar do veterano goleiro, Pedro Henrique entrou, e entrou “numa fria”.

É que treze minutos depois, o volante Zé Antônio reforçou a falta de sorte do time goiano, escorregou no meio campo e facilitou a vida de Carlinhos Paraíba. O volante tricolor tocou para Dagoberto na área, que marcou o primeiro gol de jogo, aos 19 minutos da primeira etapa.

Mesmo contando com a sorte, a superioridade são-paulina era incontestável. O Tricolor abusava das tabelas, seja pelo lado direito com Jean e Marlos, ou pela esquerda, com Juan e Ilsinho. Assim, o time da casa entrava na defesa rival com facilidade. Ilsinho, inclusive, repetiu o desempenho do último domingo, na vitória sobre a Portuguesa no Campeonato Paulista, e “flutuou” pelas duas extremidades do ataque, municiando Dagoberto e Marlos.

Mas o lance mais inacreditável da primeira etapa foi do Goiás: aos 30 minutos, Marcelo Costa cruzou na área, Rogério saiu mal e Ernando, sozinho, viu a bola passar por entre suas pernas.

Ao time do Centro-Oeste, restavam ainda as jogadas pelo lado direito com Oziel, que importunaram a defesa são-paulina. No primeiro minuto da segunda etapa, o camisa 2 do Goiás perdeu lance capital: ele recebeu de Marcelo Costa dentro da pequena área e tocou por cima do gol de Rogério, desperdiçando oportunidade de ouro.

Difícil mesmo era parar a boa atuação de Dagoberto. Decisivo no jogo de ida no Serra Dourada e autor do primeiro gol do jogo no Morumbi, o camisa 25 protagonizou lindo lance aos 12 minutos, tocou para Jean e Ilsinho, na área, finalizou a jogada nas mãos de Pedro Henrique.

As tramas são-paulinas envolviam a defesa esmeraldina, presa fácil para os toques do Tricolor, cada vez mais à vontade para penetrar na área verde.

Dagoberto ainda abusou do preciosismo aos 24 minutos. Livre na área, ele tentou dois cortes antes de ser desarmado por Carlos Alberto. Três minutos depois, Dagol, de novo, quase marcou em dividida com Pedro Henrique.

Com a classificação praticamente assegurada, Carpegiani atendeu a um pedido da torcida no Morumbi e promoveu a entrada de Rivaldo. O experiente armador teve tempo de descolar ótimo passe para Jean aos 40 minutos, lance que o atleta desperdiçou dentro da área. A cena se repetiu quatro minutos depois, em novo passe de Rivaldo para Jean, que, de novo, finalizou mal.

Nos minutos finais, Fernandão ainda voltou ao time, substituindo Ilsinho. O camisa 15 não jogava há 16 jogos, mas teve pouco tempo para mostrar seu futebol.

O São Paulo acabou terminando o jogo sofrendo com algumas investidas do Goiás, que se lançou ao ataque, sem sucesso. Classificado, o Tricolor enfrenta o Avaí nas quartas de finais da Copa do Brasil, em datas ainda não definidas.

Antes, o São Paulo volta as atenções para o clássico contra o Santos, em partida válida pelas semifinais do Paulistão, a ser disputada no sábado (30), no Morumbi.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 1X0 GOIÁS

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 27/4/2011 – 21h50
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Auxiliares: Debert Pedrosa Moisés e Lilian da Silva Fernandes Bruno

Renda/público: R$ 891.747,00 / 32.001 pagantes
Cartões amarelos: Casemiro (SPO); Zé Antônio, Leandro, Assuério (GOI)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Dagoberto, 19′/1ºT (1-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Rhodolfo (Xandão, intervalo), Alex Silva, Miranda; Jean, Casemiro, Carlinhos, Ilsinho (Fernandão 44′/2ºT) e Juan; Marlos (Rivaldo 34′/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani

GOIÁS: Harlei (Pedro Henrique 7′/1ºT); Rafael Toloi, Ernando e Valmir Lucas; Oziel, Amaral, Zé Antônio (Leandro 40′/1ºT), Carlos Alberto, Marcelo Costa; Robert e Hugo (Assuério 28′/2ºT). Técnico: Artur Neto

Ilsinho neles! São Paulo vence a Portuguesa e vai à semifinal

Camisa 77 tricolor fez um gol e deu o passe a Dagoberto, garantindo vaga às semifinais do Paulistão; adversário é o Santos

A torcida são-paulina ganhou um presente, mas Rogério Ceni, Ilsinho e Dagoberto evitaram o que seria um chocolate “amargo” em pleno domingo de Páscoa. Com gols de Ilsinho e Dagoberto, no fim de jogo, e ótima atuação de Rogério embaixo das traves, o São Paulo ganhou o clássico contra a Portuguesa por 2 a 0, na Arena Barueri, e se classificou às semifinais do Campeonato Paulista. Agora, a equipe enfrenta o Santos, no Morumbi, no próximo sábado. 

O resultado repete a sina da primeira fase, quando a Portuguesa recebeu o São Paulo no Canindé, na oitava rodada, e o Tricolor venceu por 3 a 2.

São Paulo vence Lusa e avança no Paulistão

No jogo deste domingo, o time do técnico Paulo César Carpegiani mostrou oportunismo e um jogo envolvente pelos lados do campo, especialmente através de Ilsinho, Marlos e Dagoberto. Na segunda etapa, os times deixaram o futebol de lado e os dois treinadores, Carpegiani e Jorginho, travaram um verdadeiro duelo de xadrez. Quando a Portuguesa melhorou em campo e esboçou o empate, Rogério Ceni salvou o Tricolor por duas vezes. No fim, Ilsinho, mais uma vez, foi decisivo e deu o passe para Dagoberto dar números finais à partida. 

O CLÁSSICO

O São Paulo entrou em campo com um desfalque de última hora: Lucas, que sentiu a coxa direita em treinamento no sábado e não se recuperou a tempo, deu lugar a Marlos no meio-campo tricolor, abrindo ainda uma vaga para Ilsinho nos onze iniciais. Rodrigo Souto era a outra novidade, substituindo Alex Silva, com inchaço no joelho direito. 

Pelo lado da Portuguesa, o terceiro cartão amarelo do lateral-esquerdo Marcelo Cordeiro obrigou o técnico Jorginho a improvisar o volante Ademir Sopa na posição. O ânimo nos lados do clube do Canindé era grande, afinal, a última vez que a Lusa chegara às semifinais de um Paulistão fora em 1998, quando perdeu para o Corinthians em arbitragem polêmica do argentino Javier Castrilli.

Carpegiani foi ousado nas substituições durante o jogo (Foto: Miguel Schincariol)

Com um volante de ofício em uma lateral e o aplicado Marcos Pimentel na outra, a Portuguesa começou a partida fechada pelas laterais, sem dar espaço ao Tricolor. Nem mesmo as infiltrações pelo meio, com Juan, Marlos e Dagoberto, surtiam efeito. Durante os primeiros 20 minutos de jogo, o paredão rubroverde pareceu intransponível e a Lusa aproveitou para se lançar ao ataque, tentando algumas investidas, sem sucesso. 

Só que era a hora do Tricolor se reorganizar em campo. Marlos e Ilsinho trocavam de posições e Miranda, de cabeça aos 24 minutos, triscou a trave de Weverton.

Quando Carpegiani tirou Rodrigo Souto, machucado, para promover a entrada de Henrique, a defesa rubroverde simplesmente ruiu. O São Paulo passou a frequentar o campo de ataque mais à vontade. Juan, aos 27, cruzou por baixo e Dagoberto se antecipou à zaga tocando com perigo. Parecia questão de tempo até o primeiro gol da partida, muito mais afeito ao Tricolor do que à Portuguesa.

Mais solto e envolvente pelo meio e pelos flancos, o São Paulo acabou marcando de cabeça, e quem marcou foi um jogador que não costuma ser bom pelo alto. Ilsinho, aos 40 minutos da primeira etapa, aproveitou cruzamento de Jean e testou para o fundo das redes de Weverto.

À Portuguesa, que até ensaiou um bom começo de partida e depois cedeu ao ímpeto do rival, sobraram arremates de longe. Guilherme e Ferdinando, a dupla de volantes rubroverde, arriscaram de fora da área e assustaram Rogério Ceni, no que parecia a única chance da Portuguesa quebrar o gelo são-paulino.

JOGO DE XADREZ E DE NERVOS

Na segunda etapa, as equipes não mostraram inspiração e poucas eram as chances de gol. Em compensação, os técnicos travaram um duelo à parte.

Jorginho viu na entrada do atacante Rafael Silva no lugar de Marco Antônio uma oportunidade para alavancar o ataque rubroverde. Diante da ofensiva adversária, Carpegiani moveu suas peças e tratou de promover a substituição de Marlos para Luiz Eduardo, zagueiro revelado na base tricolor, entrar e proteger a defesa.

O movimento do técnico tricolor “anulou” a ofensiva de Jorginho no tabuleiro de Barueri: a trinca de atacantes lusos foi facilmente marcada pelo novo trio de zagueiros são-paulinos.

No entanto, o técnico da Portuguesa colocou o “peão” Ananias, que fora o “rei” do jogo contra o São Bernardo na primeira fase, no lugar de Henrique. A mudança não surtiu o efeito desejado, e as equipes continuaram cozinhando a partida. O São Paulo, satisfeito, tocava a bola; a Lusa, sem conseguir decifrar a tática adversária, não tinha profundidade.

Para ultrapassar o inteligente jogo tricolor, Jorginho viu a Portuguesa apostar nas jogadas pelo alto. Jael aos 24, e Luís Ricardo, exigindo defesa incrível de Rogério Ceni aos 28, arrancaram suspiros da torcida lusitana. 

Rogério, heróico, ainda evitou o que seria o gol de empate em arremate de Ferdinando, aos 32. A torcida da Portuguesa esfregava as mãos e torcia pelo gol de empate, que parecia maduro àquela altura da partida.

Mas Ilsinho neles! O camisa 77 e Dagoberto asseguraram a classificação são-paulina no fim. Faltando 10 minutos para o fim da etapa regulamentar, Ilsinho recebeu na área e tocou para Dagol, que só teve o trabalho de acertar o lado oposto de Weverton e marcar.

O gol assegurou o presente de Páscoa do são-paulino e a classificação do Tricolor às semifinais do Campeonato Paulista. Neymar, Ganso e cia aguardam o São Paulo no próximo sábado. A partida será realizada no Morumbi. 

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 2X0 PORTUGUESA

Estádio: Arena Barueri, São Paulo (SP)
Data/hora: 24/4/2011 – 16h
Árbitro: Aurélio Sant’Anna Martins
Auxiliares: Reinaldo Rodrigues dos Santos e Marco Antonio de Andrade Motta Junior

Renda/público: R$ 287.118,00 / 11.134 pagantes 
Cartões amarelos: Rhodolfo (SPO); Marco Antônio, Maurício, Domingos (POR)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Ilsinho, 40’/1ºT (1-0); Dagoberto, 35’/2ºT (2-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Rhodolfo, Miranda e Juan; Rodrigo Souto (Henrique 29’/1ºT), Casemiro, Carlinhos e Ilsinho (Cléber Santana 37’/2ºT); Marlos (Luiz Eduardo 11’/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani. 

PORTUGUESA: Weverton; Marcos Pimentel, Domingos, Maurício, Ademir Sopa (Ronaldo 33’/2ºT); Ferdinando, Guilherme, Marco Antonio (Rafael Silva, intervalo) e Henrique (Ananias 17’/2ºT); Jael e Luis Ricardo. Técnico: Jorginho.

Com 50º gol de Dagoberto, São Paulo bate o Goiás e põe um pé nas quartas

Atacante marcou o único gol da vitória por 1 a 0, no Serra Dourada. Na quarta que vem, dia em que Luis Fabiano vai reestrear, time joga pelo empate

 

O São Paulo está a um empate das quartas de final da Copa do Brasil. Jogando com muita autoridade e dominando boa parte da partida, o Tricolor venceu o Goiás por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, no estádio Serra Dourada, em Goiânia. Como já tem virado rotina, o grande destaque foi Dagoberto que, na semana em que completou quatro anos de clube, acertou um belo gol de pé direito e chegou ao seu 50º gol pelo time do Morumbi, desde que foi contratado do Atlético-PR em 2007.

Com a vitória, o time terá dois resultados a seu favor na partida da próxima quarta-feira, que será realizada no estádio do Morumbi e que marcará a reestreia do atacante Luis Fabiano pelo Tricolor. Para o Goiás, vale uma vitória por um gol de diferença, desde que marcando pelo menos dois tentos ou repetir o placar do primeiro jogo, o que levaria a decisão para os pênaltis. Vale lembrar que, quem passar desse confronto, enfrentará o Avaí na próxima fase. Nesta quarta-feira, o time comandado pelo técnico Silas empatou com o Botafogo (RJ) e se classificou.

Dois jogos no primeiro tempo

O primeiro tempo da partida entre Goiás e São Paulo pode ser dividida em duas partes. A primeira, que teve a exata duração de 22 minutos, mostrou dois times ofensivos, jogando em alta velocidade e buscando o gol a todo instante. Tanto esmeraldinos quanto tricolores entraram em campo no esquema 3-5-2. Só que no Goiás havia uma dificuldade. Sem poder contar com o lateral-esquerdo Diogo, que não pode atuar por pertencer ao time do Morumbi, o técnico Artur Neto não quis apostar suas fichas no garoto João Carlos, de 17 anos. Ele escalou o volante Amaral no meio-campo e determinou um revezamento na posição. Ora caía pelo setor o zagueiro Marcão, ora o volante Carlos Alberto. Do lado são-paulino, Carpegiani mandou a campo o time esperado, com Ilsinho e Marlos, nas vagas de Lucas, suspenso, e Fernandinho, machucado.

os momentos de emoção começaram cedo no Serra Dourada. O primeiro ataque de perigo foi do Goiás, aos sete, com Marcelo Costa, que desceu pela direita e cruzou na medida para Carlos Alberto, que cabeceou à esquerda de Ceni. O São Paulo respondeu com dois lances em seguida. Aos nove, Casemiro chutou à direita de Harlei. Dois minutos depois, Marlos recebeu de Jean, passou por dois e bateu de pé esquerdo, obrigando o goleiro adversário a fazer boa defesa.

O Goiás chegou com perigo novamente aos 13, em cobrança de falta de Marcelo Costa, que desviou na barreira e quase enganou Rogério Ceni. Aos 15, o camisa 1 do Tricolor teve uma chance de bola parada na entrada da área, pelo lado esquerdo, mas bola saiu à esquerda de Harlei. O time da casa tinha voluntariedade, mas deixava claros espaços para o São Paulo que não soube aproveitar. O time mostrava dificuldade em atuar pelas laterais. Na direita, Jean não aproveitava a falta de um especialista no time adversário pelo lado esquerdo. Do outro, Juan, apesar dos seguidos gritos de Carpegani, não fazia a jogada de ultrapassagem.

Goiás com um homem a menos

A história do jogo começou a mudar aos 22, quando o atacante Felipe Amorim, que havia levado cartão amarelo três minutos antes, fez falta em Carlinhos Paraíba no meio-campo e foi acertadamente expulso. O que deveria ser o prenúncio de um jogo ainda mais emocionante causou efeito totalmente contrário.

Isso porque, sem muita alternativa, o Goiás abdicou do ataque e passou a se preocupar com a marcação. E o São Paulo, mesmo com a enorme barreira adversária, seguiu tentando jogar pelo meio. O jogo, com isso, caiu de produção. Tanto que uma nova chance só surgiu aos 30, quando Jean aproveitou falha de Carlos Alberto e bateu cruzado, pelo lado direito, com muito perigo.

O São Paulo passou a ter muita posse de bola, mas não sabia o que fazer com ela. Tanto que o zagueiro Rhodolfo resolveu subir ao ataque aos 38 e, em chute de fora da área, exigiu bela defesa de Harlei. Antes do intervalo, Dagoberto perdeu grande chance, após belo lançamento de Carlinhos Paraíba.

Dagoberto marca e São Paulo passeia no segundo tempo

Irritado com a falta de objetividade de sua equipe em alguns momentos, Carpegiani mexeu no intervalo, sacando o volante Casemiro e colocando Henrique para funcionar como referência ofensiva. E o Tricolor não precisou mais do que dois minutos para abrir o marcador. Após falha do meio goiano, Ilsinho tocou para Dagoberto, que arrancou pelo meio e bateu cruzado, no canto direito de Harlei. Festa para o camisa 25, que marcou o seu 50º gol pelo Tricolor.

Com a vantagem, a partida praticamente se definiu. Isso porque o Goiás não tinha a menor força ofensiva e estava mais preocupado em não tomar o segundo gol. Que só não saiu em duas oportunidades porque Harlei fez grandes defesas em chutes de Henrique, Ilsinho e Rhodolfo. Aos 22, Carpegiani sacou o apagado Marlos para colocar Rivaldo. No Goiás, Artur Neto tentou dar novo gás ao seu ataque, sacando Hugo e colocando Guto.

O panorama não mudou de figura. É bem verdade que o Tricolor diminuiu o seu ritmo, já pensando no decisivo duelo das quartas de final do Campeonato Paulista, no próximo domingo, contra a Portuguesa. O time, no entanto, teve mais uma chance de ouro para ampliar sua vantagem aos 33, quando Ilsinho recebeu passe açucarado de Henrique, invadiu a área e, ao tentar driblar Harlei, foi desarmado com os pés pelo goleiro esmeraldino.Já o Goiás teve uma oportunidade aos 42, quando Guto foi ao fundo e cruzou para a área. Rogério Ceni fez a defesa antes que Robert completasse para o gol.

GOIÁS 0 X 1 SÃO PAULO
Harlei; Ernando, Rafael Tolói (Valmir Lucas) e Marcão; Oziel (Robert), Carlos Alberto, Zé Antônio, Marcelo Costa e Amaral; Felipe Amorim e Hugo (Guto). Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva, Miranda e Juan; Casemiro (Henrique), Jean, Carlinhos Paraíba e Ilsinho; Dagoberto e Marlos (Rivaldo).
Técnico: Artur Neto. Técnico: Paulo César Carpegiani.
Gol: Dagoberto, aos 2min do segundo tempo
Cartões amarelos: Rafael Tolói, Felipe Amorim (Goiás); Marlos e Juan (São Paulo)
Público: 28.526 pagantes. Renda: R$ 815.610,00
Local: Serra Dourada, em Goiânia. Data: 20/4/2011. Árbitro: Marcos André Penha dos Santos (ES). Auxiliares: Fabiano da Silva Ramires e José Maciel Linhares.

Lucas será julgado na próxima terça e pode pegar até 12 partidas de gancho

Meia foi expulso no segundo jogo contra o Santa Cruz, realizado em Barueri

 

O São Paulo corre o risco de ficar sem a sua principal joia na partida de volta contra o Goiás, marcada para o dia 27, no estádio do Morumbi. O meia Lucas, que foi expulso no segundo duelo contra o Santa Cruz, realizado no dia 6, na Arena Barueri, será julgado na próxima terça-feira no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva da CBF. Denunciado no artigo 254-A (praticar agressão física), ele pode pegar até 12 jogos de suspensão. A pena mínima em caso de punição é de quatro partidas.

Lucas recebeu o cartão vermelho do juiz Gutemberg de Paula Fonseca no final da partida contra o time pernambucano após se desentender com o volante rival Everton Sena. Na súmula, o árbitro colocou que o camisa 7 do Tricolor deu uma cotovelada no adversário e que ainda tentou ir em direção para reclamar e precisou ser contido pelos companheiros. O departamento jurídico do São Paulo ainda vai decidir se o garoto estará presente no julgamento ou não.



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