História e Conquistas

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História e Conquistas

O São Paulo nasceu com inconformismo de um grupo de aproximadamente 60 sócios do Club Athlético Paulistano, que em 1930 acabou com o time de futebol por não concordar com o profissionalismo, que começava a ser implantado no Brasil.
Sem jogadores, mas com algum dinheiro, os 60 juntaram o novo clube à Associação Atlética Palmeiras (nada a ver com o Palmeiras atual), que possuía campo e time. Juntaram o branco e o preto do uniforme do Palmeiras ao vermelho e ao branco do Paulistano e fizeram nascer o tricolor.

A estréia em campeonatos oficiais ocorreu em 1931, com a conquista do título. Em 1934, porém, o clube, afundado em dívidas por causa do aluguel de uma sede luxuosa, o Palácio Trocadero, na praça Ramos de Azevedo, desapareceu. O que restou, foi entregue ao Clube de Regatas Tietê, em troca de uma dívida de 190 contos de réis.

Seu ressurgimento, desta vez para durar, ocorreu em 16 de dezembro de 1935, sendo eleito presidente Manuel do Carmo Mecca. Alguns consideram esta a dada da fundação do clube atual. Outros, como Carlos Ferraz, antigo presidente do Conselho Consultivo, apontam o artigo 35 dos estatutos, para garantir que ele existe desde 1930.

O artigo diz: “O SPFC, preservador das glórias e tradições do São Paulo da Floresta…”

O primeiro estádio do São Paulo foi no Canindé – onde hoje está a Portuguesa -, adquirido de um clube alemão na época da II Grande Guerra.

De lá para cá graças à visão de Cícero Pompeu de Toledo, em 1950, o clube iniciou sua mudança para o Morumbi. O São Paulo comprou 68 mil m2 no bairro que surgia e ganhou outros 90 mil m2 da prefeitura e da Construtora Aricanduva. Não foi fácil conseguir os U$70 milhões gastos em sua construção, por quase 20 anos.

Sua inauguração parcial foi em 1960, com vitória por 1 a 0 sobre o Sporting, de Lisboa.

O Morumbi ficou pronto em 1970. Nesses 20 anos, o São Paulo manteve times modestos, mas ainda assim venceu três títulos paulistas, em 1953, 1955 e 1957. Com o estádio pronto e sem dívidas, o São Paulo viveu duas décadas de grandes conquistas: 80 e 90.

Títulos Internacionais
Mundial Interclubes: 92 Mundial Interclubes: 93
Mundial Interclubes: 2005 Libertadores da América: 92
Libertadores da América: 93 Libertadores da América: 2005
Supercopa da Libertadores: 93 Copa Conmebol: 94
Recopa Sulamericana: 93 Recopa Sulamericana: 94
Taça Conmebol: 94 Supercopa da Conmebol: 96
Títulos Nacionais
Campeonato Brasileiro: 77 Campeonato Brasileiro: 86
Campeonato Brasileiro: 91 Campeonato Brasileiro: 2006
Torneio Rio-São Paulo: 2001
Títulos Estaduais
Campeonato Paulista: 31 Campeonato Paulista: 43
Campeonato Paulista: 45 Campeonato Paulista: 46
Campeonato Paulista: 48 Campeonato Paulista: 49
Campeonato Paulista: 53 Campeonato Paulista: 57
Campeonato Paulista: 70 Campeonato Paulista: 71
Campeonato Paulista: 75 Campeonato Paulista: 80
Campeonato Paulista: 81 Campeonato Paulista: 85
Campeonato Paulista: 87 Campeonato Paulista: 89
Campeonato Paulista: 91 Campeonato Paulista: 92
Campeonato Paulista: 98 Campeonato Paulista: 2000
Supercampeão Paulista 2002 Campeonato Paulista: 2005
Torneios no Exterior
Pequena Taça do Mundo (VEN): 55 Troféu Jarrito (MEX): 55
Quadrangular de Cali (COL): 60 Pentagonal de Guadalajara (MEX): 60
Pequena Taça do Mundo (VEN): 63 Torneio de Firenze (ITA): 64
Troféu Colombino (ESP): 69 Torneio de Verão de Tampa (EUA): 82
Quadrangular de Guadalajara (MEX): 89 Quadrangular de Leon (MEX): 90
Torneio da Amizade (CHI): 90 Cidade de Barcelona (ESP): 91
Ramón de Carranza (ESP): 92 Teresa Herrera (ESP): 92
Cidade de Barcelona (ESP): 92 Cidade de Santiago (CHI): 93
Santiago de Compostela (ESP): 93 Troféu Jalisco (MEX): 93
Cidade de Los Angeles (EUA): 93 Los Angeles Soccer Cup (EUA): 99
Quadrangular de Pachuca (MEX): 99
Torneios no Brasil
Torneio Nunes Freire (MA): 76 II Copa São Paulo: 76
Taça Governador do Estado (SP): 80 Torneio Luis Henrique Rosas (SC): 85
Taça Eduardo José Farah (SP): 88 Torneio Rei Dadá (MG): 95
Copa dos Campeões Mundiais (MS/MG): 95 Copa dos Campeões Mundiais (MT/DF): 96
3ª Euro América Cup (SP): 99 1ª Copa Constantino Cury (SP): 2000
Outras Conquistas
Torneio Início Paulista: 32 Torneio Início Paulista: 40
Torneio Início Paulista: 45 Taça dos Invictos 46: 23 jogos
Taça dos Invictos 72: 15 jogos Taça dos Invictos 75: 39 jogos
Copa dos Campeões Mundiais (MS/MG): 95 Troféu Fair Play: 95
Troféu Fair Play: 98 Copa São Paulo de Juniores: 93
Copa São Paulo de Juniores: 2000


16 Comentários

  1. sao paulo o melhor time do mundo sempre vou estar com voce perdendo ou ganhando
    sou fanatico por voce sao paulo e nao me emporto se falam que voces sao time de bambis mais eu naso me emporto com oque falam voceis sao meu time prefirido .
    TTTTTTTTTTTTTTTTRRRRRRRRRRRRRRRRRRRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIICCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOo

    • salve salve tricolorrr khayo….isto ai sempre tricolor…..tricolor ate a morte……perdendo ganhando é tricolor…..

    • é isso aí khayo beleza falou

    • tem que ser mesmo né

  2. TRICOLOOOOR SIIIM !
    TRICOLOOOOR EM QUALQUER LUGAAAR !
    TRICOLOOOR ENQUANTO EU RESPIRAAAR !!!!!

    \o/

    • eeeeeeeeeeeeeeeeeee vaaaaaaaaaaaaaamossssssssssss ganharrrrrrrrrrrr
      todassssssssssssss

    • falo e dise tudo

  3. todo mundo tenta mas so o tricolor é penta…

    tricolor minha paixão,meu time,minha vida uhull…..

    • tricolor é minha paixão mais ninguém vai amarrar no cordão

  4. o tricolor é a minha vida

    • e o tricolor e minha paixão

  5. O são paulo sempre foi e sempre sera o me time do coraçao,
    eu sempre adorei este time ,asisto todos os jogos e cada um deles ele sempre esta,
    melhor.São Paulina para sempre……

  6. Títulos assim não valem e não pode ser contados:
    - Brasileiro 2008: gol impedido sobre o Goiás.
    - Mundial 2005: penalti claro não marcado a favor do Liverpool.
    - Libertadores 2005: penalti roubado contra o Palmeiras.
    - Campeonato Paulista 1991: após virada de mesa, time veio da 2a. divisão e disputou a final.
    - Campeonato Brasileiro 1986: penalti nao marcado a favor do Guarani, pressao do arbitro sobre os jogadores do Guarani.
    E tantos outros mais… gol de mao, expulsoes injustas, impedimentos nao marcados…
    Por que a história do SPFC é tao suja e marcada por tantos favorecimentos, dentro e fora de campo?

  7. 1938. O SPFW, clube da elite quatrocentona e resultado de uniões espúrias na primeira metade do século passado, vai à falência já em seu terceiro ano de vida. Como os tempos eram outros, os rivais Palmeiras e SCCP cometem um erro histórico irreparável: organizam um jogo para arrecadar fundos que pudessem manter em atividade o ‘co-irmão’ falido.

    Foi o Jogo das Barricas, assim denominado porque os presentes ao tenebroso espetáculo deixavam sua contribuição em barricas instaladas na entrada do estádio. Porfírio da Paz, torcedor-símbolo, autor do hino oficial que ninguém sabe cantar e ocupante de tantos cargos públicos nas décadas de 40 e 50, não se conteve: com uma bandeira estendida, caminhou por entre as torcidas para pedir esmola.

    Quatro anos depois, esta mesma gente oportunista tentaria roubar a nossa casa e efetivamente tomaria o campo do então Germânia, obrigado que foi a virar Pinheiros. Depois vieram a venda fraudulenta para a Portuguesa, a doação de um terreno público no Jd. Leonor, os anos de Adhemar de Barros e Laudo Natel, o dinheiro do povo indo para uma obra privada e tudo mais que os senhores conhecem.

    Corta para 2009. Como não se muda a genética oportunista de uma sub-raça como a que sustenta o SPFW, os bandidos de agora são os descendentes diretos daqueles de décadas passadas. O que muda é a situação. O SPFW tanto fez que conseguiu perder o seu principal inquilino, o SCCP, que antes tinha o costume de alugar aquele antro maldito e deixar alguns trocados nos cofres leonores. Foi assim por muitos anos, até que ninguém mais conseguisse conviver com a empáfia, a desfaçatez e a alienação da escória bambi.

    O ponto de ruptura se deu quando as bichas resolveram descumprir um acordo de cavalheiros, que previa todos os clássicos contra o SCCP na casa delas (vejam só!) com ingressos divididos pela metade e renda idem. As conseqüências já se desenham no horizonte, e não demorou para os leonores perceberem que o prejuízo pode ser enorme, em especial porque eles se dedicam agora a transformar em centro consumista o que já foi um estádio de futebol.

    Para sustentar uma estrutura assim, exige-se consumidores, quaisquer que sejam eles – o bolso não distingue alma ou cor de camisa. Com o boicote de SCCP e Palmeiras (que já não manda jogos ‘normais’ por lá desde 2000), a estratégia ficou comprometida, de tal forma que é preciso novamente cooptar recursos financeiros de terceiros para manter um elefante branco que vive às moscas.

    Mas ninguém mais precisa se prestar ao papel de um Porfírio da Paz e sair mendigando uns trocados por entre a multidão. Há táticas mais discretas – e eficientes: a esmola agora é midiática, à base de manipulação da opinião pública. Se antes tinham o Estado como aliado, agora os bambis desfrutam do amparo de uma crônica esportiva pervertida, perdida em sua falta de princípios e entregue a uma sórdida agenda de destruição.

    É então que os senhores todos convivem diariamente com discursos vazios, produzidos não com alguma base empírica ou cognitiva, mas com o simples propósito de inventar uma realidade paralela, que é logo aquela que interessa aos cofres leonores. Funciona assim: “O Morumbi (sic) é o único estádio que presta e todos os demais devem ser implodidos”. Direto e reto, sem que se faça necessária qualquer argumentação – e a imprensa deixa passar.

    Não à toa, portanto, uma figura da estirpe de JJ Scotch Whisky é capaz de sugerir a implosão do histórico Pacaembu, o mais belo e aconchegante estádio desta metrópole. E faz isso não por ter ingerido algumas doses a mais em uma noite solitária, mas simplesmente por carregar a genética suja dos oportunistas.

    Há os que produzem esse discurso: são os pervertidos da mídia esportiva. E há os que, por má intenção, desinformação ou pura ingenuidade, compram e passam adiante a falácia: pronto, manipulou-se a opinião pública.

    O discurso vazio dos leonores tem lá as suas variantes, que proliferam em épocas como esta, de grandes jogos e decisões entre clubes populares. Alguns exemplos:

    “É preciso pensar na segurança do torcedor e levar todos os clássicos para o estádio mais seguro”.

    “É hora de os clubes ganharem dinheiro, e o jogo precisa acontecer no maior palco, com mais renda”.

    “Temos que pensar no conforto do torcedor comum”.

    “O Morumbi (sic) é um campo neutro”.

    Estes acima são os argumentos genéricos, mas é sempre bom lembrar que estamos lidando com mentes tão criativas quanto malignas, e elas são moldadas por Casares, o maqueteiro do mal. É então que surgem as muitas tentativas de manipulação: a farsa do gás, a simulação de Bosco Pilha, o caso do Barril de Pólvora e os tantos protestos infundados. E dá-lhe discurso adaptado:

    “O Parque Antarctica (note que eles nunca falam em Palestra Itália, talvez por vergonha do passado sujo) não oferece segurança para receber um clássico”.

    “O Pacaembu é um estádio antigo e precisa ser implodido”.

    “A Vila Belmiro é muito acanhada para jogos importantes”.

    A verdade, meus caros amigos, é que as bichas entraram em desespero e resolveram pedir esmola. A imprensa já está fazendo a sua parte e começou bem cedo. Começo por sugerir a matéria publicada na FSP de 08/04/2009, sob o título “Clubes ignoram o caixa por palcos das semifinais”.

    A reportagem, em tom crítico, questionava Palmeiras, Santos FC e SCCP, que resolveram mandar os clássicos em suas respectivas casas. Alguns trechos relevantes:

    “Recusado por rivais do São Paulo, Morumbi é o campo mais rentável do Paulista.”

    “O estádio são-paulino, classificado pelos rivais como não sendo um campo neutro, é mais rentável do que as arenas onde Corinthians, Palmeiras e Santos vão exercer seus mandos.”

    Para afirmar isso, os repórteres simplesmente desprezam o fato de os clubes todos terem de pagar aluguel para o SPFW se decidirem mandar os jogos por lá – não por acaso, pois o objetivo é exatamente permitir que isso continue acontecendo.

    Aí é um tal de número pra lá, estatística pra lá, percentuais sendo enfiados pela goela do leitor mais desavisado. Até que o tal Jesus Lopes faz o papel que já foi de Porfírio da Paz e resolve lamentar a fuga dos inquilinos: “Já que o futebol é um esporte profissional, o objetivo é ter arrecadação compensadora para subsidiar os custos do time. Um momento como este, uma fase decisiva, com os clubes com maior capacidade de arrecadação, e eles abrem mão disso”

    • (sobre o invejoso aí em cima)

      VAI COMEMORÁ PAULISTINHA, OU COPA DO BRASIL (GRANDE COISA), OU UM BRASILEIRÃO QUE NEM TERMINOU!

      se for santista então…

      Ñ TEM O Q COMEMORÁ!

      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!

      _|_

  8. É bem interessante a forma que os dirigentes, grande parte da torcida e alguns jornalistas andam utilizando quando se referem ao time do São Paulo. Agora eles costumam mandar a razão social completa. É o “São Paulo Futebol Clube”. Já repararam? É bem intrigante isso. Outro dia um amigo são-paulino no meio da conversa disse “…porque o São Paulo Futebol Clube…”. Annn? Quando você achar um dirigente do São Paulo dando entrevista, preste atenção. Logo você vai ouvir que “…o São Paulo Futebol Clube…”. Que-porra-é-essa? De onde veio essa empáfia? Falam do São Paulo como se fosse uma instituição secular com uma história heróica de conquistas que ao longo do século colocou o clube numa posição acima do bem e do mal. Algo que não tem a mais pálida relação com a realidade. Daqui a pouco vão dizer que devemos dobrar a língua antes de falar mal do São Paulo.

    É louvável o empenho do Dr. Marco Aurélio Cunha, o Rei de Lilliput, que tenta forjar a imagem do São Paulo como o maior clube do Brasil. É um esforço quase inglório porque mesmo com três Libertadores e Mundiais nas costas, o time segue sem o glamour de outros grandes do nosso futebol como Corinthians, Palmeiras, Santos, Flamengo ou Botafogo. E aí tome papo de estrutura, Reffis, marketing, lojinha, batismo, primeira comunhão, blá-blá-blá. Claro que tudo isso é ótimo e essencial, diga-se de passagem. Mas nada disso compra uma História (assim, com “H” maiúsculo), essencial na existência de qualquer instituição. Aí vem a conversinha de quem vive de história é museu, o que importa são os títulos e o cacete. Vamos combinar uma coisa aqui? Título é importante, fundamental e todos querem. Ponto. Uma vez ganhos, são história. Ponto, de novo. Exibir e falar com orgulho de suas conquistas, seu passado, sua vida é algo que todos nós sonhamos e queremos. Como diria o Faustão, “no pessoal e no profissional”. Então vamos parar com esse papo de merda. O fato é que a história do “São Paulo Futebol Clube” beira os cumes da mediocridade.

    Não acho que valha a pena detalharmos os aspectos da história sombria do São Paulo. Mas gostaria de ouvir o MAC dissertar, por exemplo, sobre a falência do São Paulo cinco anos após a sua fundação. É amiguinhos, o time foi pro caralho cinco anos após nascer devido às dívidas acumuladas. Mas, convenhamos, isso pode acontecer com qualquer um. O ponto não é esse, mas o que vem a seguir. O atual São Paulo, numa manobra, foi fundado em 1935 sem qualquer dívida e, claro, sem patrimônio algum. Talvez alguém no Morumbi tenha ouvido falar no “jogo das barricas”, um amistoso entre Palmeiras e Corinthians no Parque Antártica para arrecadar fundos para ajudar o “São Paulo Futebol Clube”. Nessa partida, além da renda e do dinheiro que o público jogou nas barricas colocadas na entrada do estádio, o “São Paulo Futebol Clube” ainda embolsou mais alguns trocados que seu presidente conseguiu enquanto andava no meio das torcidas com uma bandeira esticada pedindo contribuições. Vamos adiante que tem mais…

    Como o time não tinha patrimônio algum, e na época o Dr. Marco Aurélio Cunha não era nascido para cobrar mais estrutura, o São Paulo parecia estar atento às movimentações políticas que pudessem lhe favorecer. Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, o Brasil cortou relações diplomáticas com os países do chamado “Eixo”. A saber: Alemanha, Itália e Japão. Para atenuar uma situação desconfortável, o Palestra Itália passou a utilizar o nome, “Palestra de São Paulo”. Pouco tempo depois o Governo aprovou um decreto-lei que obrigava as agremiações esportivas que tivessem nomes estrangeiros a mudarem, “nacionalizarem-se”, sob o risco de perda de patrimônio. Perda de patrimônio? Opa! Tinha alguém precisando de um? Pouco adiantou a mudança para “Palestra de São Paulo”. Utilizando de alguma influência política o São Paulo, tal como uma hiena, alertou que o clube ainda se chamava “Palestra” (uma palavra grega, aliás) e pressionou até que o nome teve que ser mudado para Sociedade Esportiva Palmeiras. Como a estocada não deu certo, partiram pra cima da “Deustsch Sportive” (Associação Alemã de Esportes) na região do Canindé e ganharam, finalmente, uma sede em 1944. Sede que depois venderam para a Portuguesa sem qualquer melhoria.

    E o Morumbi? Candidato a um dos palcos da Copa e ex-maior estádio particular do mundo. Alguém conhece a história? Alguém? Alguém? Os dirigentes tricolores talvez contem que foi preciso muito planejamento e suor para erguer o estádio. Pra resumir bem, porque a maracutaia (pelo que contam) foi grande: no final de 1950, o governador do Estado. Adhemar de Barros, conseguiu um empréstimo para que uma imobiliária pudesse terraplanar e criar infraestrutura na região onde hoje é o bairro do Morumbi. Detalhe: a imobiliária era dele mesmo! Porra, se fosse hoje seria matéria de capa da Veja por um mês. A região acabou sendo batizada com o nome da esposa do governador. A dona Leonor. Por isso, Jardim Leonor. Alguém aqui já ouviu falar em Laudo Natel? Esse cidadão foi governador DE São Paulo. Mas antes foi tesoureiro DO São Paulo. E era chegadíssimo do Adhemar de Barros. Sintam o aroma de cagada no ar. Ele negociou com o governo a compra de uma área com 68 mil metros quadrados na região do Morumbi e ganhou, de brinde, mais 90 mil metros quadrados. Caralho! Devia ser uma mega-promoção do governo! E ninguém avisou o Corinthians. O tempo passou e o Laudão Natel virou presidente do São Paulo. Na mesma época também era vice-governador do Estado. Quando o Adhemar de Barros foi cassado por corrupção, ele assumiu o Governo. Olha que beleza: o governador do Estado e o presidente do São Paulo eram a mesma pessoa!

    Aí soltaram o lobo no galinheiro. Houve uma determinação para que os estudantes da rede pública vendessem carnês chamados “paulistão” para ajudar nas suas formaturas e, ao mesmo tempo, quem sabe, coletando dinheiro para a construção de um estádio. Pensem: como um time na lona, sem torcida, dinheiro ou prestígio poderia erguer um estádio com aquele porte? É uma obra complicadíssima de ser viabilizada mesmo nos dias de hoje quando as fontes de receita e o dinheiro girando em torno do futebol são de impressionar. Estranho, não? Não preciso nem dizer que essas ‘facilidades” adquiridas na época são hoje fundamentais para a composição da badalada estrutura do São Paulo Futebol Clube.

    É amigos, enquanto, exatamente enquanto, o “São Paulo Futebol Clube” participava de negociatas, acordos, chamem como quiser, para adquirir terrenos junto ao Governo do Estado, o Palmeiras erguia a Taça Rio, um torneio internacional com os maiores clubes do mundo. Enquanto o “São Paulo Futebol Clube” corria atrás de recursos para montar o seu patrimônio, o Santos encantava com Pelé, o Corinthians juntava dinheiro para tentar iluminar seu estádio e levantava taças em São Paulo, o Botafogo cansava de ser campeão com Didi, Nilton Santos, Garrincha, Zagallo. Histórias de conquistas e glórias.

    Quando você ouvir por aí alguém dizendo de boca cheia “São Paulo Futebol Clube”, não diga nada. Apenas pense no que leu aqui e sorria!


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